6 de Maio de 2008 / às 22:04 / 9 anos atrás

De ídolo a dúvida, Nalbert abandona férias por 4a Olimpíada

<p>De capit&atilde;o, &iacute;dolo e titular absoluto a um jogador veterano que ainda precisa provar sua capacidade f&iacute;sica para garantir espa&ccedil;o no grupo. Essa &eacute; a trajet&oacute;ria seguida por Nalbert (foto), que abriu m&atilde;o de descansar em Miami para tentar disputar, em Pequim, a quarta Olimp&iacute;ada da carreira. Photo by (C) Sergio Moraes</p>

Por Pedro Fonseca

RIO DE JANEIRO (Reuters) - De capitão, ídolo e titular absoluto a um jogador veterano que ainda precisa provar sua capacidade física para garantir espaço no grupo. Essa é a trajetória seguida por Nalbert, que abriu mão de descansar em Miami para tentar disputar, em Pequim, a quarta Olimpíada da carreira.

De férias marcadas e passagem comprada para os Estados Unidos, o jogador desistiu do programa após ter recebido uma inesperada ligação do técnico Bernardinho, convidando-o para treinar com a seleção masculina de vôlei na preparação para a Liga Mundial e os Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto.

"A chama estava praticamente se apagando, mas esse telefonema reacendeu completamente", disse Nalbert, que nesta terça-feira começou a treinar com a equipe, às 8h da manhã, no centro de treinamento em Saquarema (RJ).

Nalbert, ícone do time multicampeão sob o comando de Bernardinho, trocou as quadras pelo vôlei de praia após a conquista do ouro olímpico em Atenas-2004. No ano passado, ele fez o caminho inverso numa tentativa de disputar os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, sua cidade natal, mas uma lesão impediu seus planos.

Recuperado, ele manteve a decisão de jogar vôlei de quadra, e no mês passado foi vice-campeão da Superliga, jogando pelo Telemig Celular/Minas. O convite de Bernardinho para voltar à seleção aconteceu após a participação na final da competição.

"Disse a ele que tinha certeza que com o trabalho que é feito na seleção, valia a pena pelo menos tentar", disse Nalbert. "Ponderei que já estou com 34 anos e preciso de alguns cuidados especiais, mas ele disse que isso também aconteceria com outros jogadores mais experientes."

A trajetória de Nalbert lembra o caminho seguido por Giovane, outro campeão olímpico das quadras que tentou a sorte em vão na praia e depois retornou para a seleção em papel coadjuvante.

"O Giovane é um grande exemplo disso tudo. Antes de ir para praia, ele era titular absoluto, e voltou numa condição de reserva, compondo o grupo. Eu me espelho muito nele. Minha condição aqui é parecida com a dele", afirmou o jogador, que garantiu que essa será sua última participação na seleção.

Para Bernardinho, ter Nalbert no grupo que se prepara para Pequim é importante tanto dentro como fora de quadra. O ex-capitão aumenta a competição pelas 12 vagas na Olimpíada, e obriga os 19 convocados a mostrarem o máximo de seu potencial.

"O mais importante é que ele continua no campo de batalha. Isso demonstra a vontade de leão de um cara que não precisaria, mas que quer", afirmou o técnico sobre Nalbert.

Depois que encerrar a carreira na seleção, Nalbert pretende realizar mais um sonho: montar e defender um time do Rio na Superliga. "Ideal mesmo seria o Flamengo, mas acho que eles não têm um projeto para isso."

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