"Pin", ou o velho brochinho, é um capítulo à parte em Pequim

quinta-feira, 7 de agosto de 2008 03:14 BRT
 

Por Marcelo Teixeira

PEQUIM (Reuters) - A esquina do lado esquerdo do centro de imprensa dos Jogos Olímpicos está tomada por aficcionados por "pins", os brochinhos que são espetados na roupa, na mochila ou mesmo na fita que segura a credencial.

A cada dia na semana que antecede a abertura oficial, mais pessoas passaram a se aglomerar no local, estendendo tapetes e expondo milhares de pins relacionados às Olimpíadas, alguns bastante antigos.

O pin é uma tradição nos Jogos e produzi-los virou quase uma obrigação para qualquer entidade envolvida na competição, seja um patrocinador, um grupo de mídia ou os comitês olímpicos dos países participantes.

As entidades distribuem os pins entre seus colaboradores, que os trocam com outros ou os presenteiam.

Os colecionadores estão à caça de qualquer um que ainda não tenham e a esquina do centro de imprensa é um ponto popular porque eles podem ter acesso aos pins que os grupos de comunicação produzem.

"Ficamos aqui para conseguir os pins do pessoal das TVs, das agências e jornais", disse o espanhol Frederic Darrilla, funcionário público que tirou férias para vir a Pequim incrementar sua coleção.

"Sempre gostei de coleções e comecei a dos pins durante os Jogos de Barcelona (1992)", acrescentou.

Uma peculiaridade sobre a atividade em Pequim é que a venda de pins está proibida, segundo Darrilla.   Continuação...