Mesmo proibida, pirataria segue firme nas ruas de Pequim

quinta-feira, 7 de agosto de 2008 01:24 BRT
 

Por Simon Rabinovitch

PEQUIM (Reuters) - Os visitantes que estão em Pequim ansiosos para comprar cópias piratas de filmes de sucessos e imitações de roupas de grife ficaram aliviados ao perceberem que os esforços do governo para reduzir o comércio de produtos "alternativos" não durou muito tempo.

A um dia do início dos Jogos, atletas, dirigentes e torcedores têm gastado tempo atrás de barganhas de qualidade duvidosa no sempre lotado Mercado da Seda, um shopping de seis andares a leste de Pequim, o maior centro de vendas da cidade para produtos falsificados.

Mas eles nem precisam se aventurar muito longe. É possível encontrar vendedores de relógios oferecendo Rolex, com duvidosa capacidade de mostrar a hora certa, logo em frente aos portões da Cidade Proibida, antigo coração imperial da cidade.

Os vendedores de DVDs se aglomeram nas ruas próximas aos hotéis oferecendo uma seleção bem atual, incluindo "Batman -- O Cavaleiro das Trevas", que ainda está em cartaz nos cinemas.

A China anunciou a "operação 100 dias de combate às cópias piratas", visando apresentar ao mundo uma imagem limpa durante a Olimpíada.

"Isso tudo é engraçado. É por isso que viemos aqui, porque não tem aquelas coisas de direito autoral", disse Michael Hannelly, estatístico-chefe do softball australiano, que fazia compras com sua mulher no Mercado da Seda.

"Nos falaram que havia um plano para manter esse lugar fechado e nós tínhamos ficado muito decepcionados", disse Hannelly.

VENDEDORES CUIDADOSOS   Continuação...