August 7, 2008 / 4:25 AM / 9 years ago

Mesmo proibida, pirataria segue firme nas ruas de Pequim

3 Min, DE LEITURA

Por Simon Rabinovitch

PEQUIM (Reuters) - Os visitantes que estão em Pequim ansiosos para comprar cópias piratas de filmes de sucessos e imitações de roupas de grife ficaram aliviados ao perceberem que os esforços do governo para reduzir o comércio de produtos "alternativos" não durou muito tempo.

A um dia do início dos Jogos, atletas, dirigentes e torcedores têm gastado tempo atrás de barganhas de qualidade duvidosa no sempre lotado Mercado da Seda, um shopping de seis andares a leste de Pequim, o maior centro de vendas da cidade para produtos falsificados.

Mas eles nem precisam se aventurar muito longe. É possível encontrar vendedores de relógios oferecendo Rolex, com duvidosa capacidade de mostrar a hora certa, logo em frente aos portões da Cidade Proibida, antigo coração imperial da cidade.

Os vendedores de DVDs se aglomeram nas ruas próximas aos hotéis oferecendo uma seleção bem atual, incluindo "Batman -- O Cavaleiro das Trevas", que ainda está em cartaz nos cinemas.

A China anunciou a "operação 100 dias de combate às cópias piratas", visando apresentar ao mundo uma imagem limpa durante a Olimpíada.

"Isso tudo é engraçado. É por isso que viemos aqui, porque não tem aquelas coisas de direito autoral", disse Michael Hannelly, estatístico-chefe do softball australiano, que fazia compras com sua mulher no Mercado da Seda.

"Nos falaram que havia um plano para manter esse lugar fechado e nós tínhamos ficado muito decepcionados", disse Hannelly.

Vendedores Cuidadosos

A campanha para livrar as ruas de Pequim dos produtos piratas tornou mais difícil a vida dos vendedores, mas a expectativa de altos lucros com a cidade lotada de visitantes superou o risco de ter problemas com a lei.

"Eu tenho que ganhar a vida. Sou cuidadoso. Alguns vendedores foram pegos e ficaram na delegacia por dois ou três dias", disse Zhang, um vendedor de DVDs.

Com ponto próximo da Loja da Amizade, uma loja de souvenirs, Zhang olhava freneticamente para cima e para baixo na rua na expectativa de alguma batida policial.

"Claro que eles me conhecem, trabalho aqui todos os dias. Eu deveria parar nas três semanas das Olimpíadas", ele disse.

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