August 7, 2008 / 6:55 AM / 9 years ago

ENTREVISTA-Para Carl Lewis, melhor ouro foi herdado de Johnson

3 Min, DE LEITURA

Por Belinda Goldsmith

PEQUIM (Reuters) - Nove vezes campeão olímpico, Carl Lewis não tem dúvidas sobre a mais querida de suas medalhas de ouro -- aquela herdada após a revelação do doping de Ben Johnson em Seul-1988.

O atleta norte-americano e Johnson, jamaicano naturalizado canadense, estavam entre os mais conhecidos esportistas do mundo e eram rivais aguerridos quando correram os 100 metros na Olimpíada de Seul -- prova vencida por Johnson então com o recorde mundial.

Mas três dias depois de bater Lewis, Johnson teve um resultado positivo para o esteróide stanozolol em um exame antidoping e seu ouro foi cassado, para ser entregue a Lewis.

"Aquela medalha é com a qual provei que fiz o certo", disse Lewis à Reuters em entrevista.

"É a medalha que fala para a garotada de todo o mundo para fazer o certo, e não o errado, que reafirma a sua crença. É o que essa medalha representa para mim", acrescentou, em Pequim.

Lewis disse que seu primeiro ouro, ganho na Olimpíada de Los Angeles-1984, mostrou que ele tinha trabalhado duro para alcançar aquele nível. E seu último ouro, em Atlanta-1996, mostrou sua longevidade no esporte. Lewis, de 47 anos, deixou o esporte em 1997.

Mas a medalha de 1988 é a mais representativa para ele. Lewis, que defendia seu título olímpico na ocasião, não apenas tinha perdido o título mundial para Johnson no ano anterior, como também já tinha alertado que Johnson usava doping. O que viria a ser comprovado.

"Eu poderia ter caído em tentação para fazer o mesmo, e trapacear, porque eu estava perdendo. Mas escolhi não fazer isso. Escolhi fazer o caminho correto e o certo caiu em meu caminho", afirmou.

"Isso significa mais que esporte. Significa quem somos e o que ensinamos às nossas crianças."

Lewis, que divide o recorde de ouros olímpicos com o nadador Mark Spitz, também norte-americano, o fundista finlandês Paavo Nurmi e a ginasta russa Larysa Latynina, disse que não está pensando em assistir a provas de atletismo em Pequim.

"Tenho essa história, depois que me aposentei, de escolher ver dois esportes que nunca pude ir ver antes. Na última Olimpíada fui ao tênis de mesa e handebol. Desta vez irei ao badminton. O outro, estou aceitando sugestões."

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