Niki Lauda reforça pressão por renúncia de Mosley

segunda-feira, 7 de abril de 2008 11:48 BRT
 

Por Alan Baldwin

LONDRES (Reuters) - O tricampeão mundial de Fórmula 1 Niki Lauda juntou-se aos campeões Jackie Stewart e Jody Scheckter para aumentar a pressão pela renúncia do presidente da FIA, Max Mosley, após seu envolvimento em um escândalo sexual.

"Se Max começar a pensar nas coisas sem emoção, então só haverá uma solução -- ele tem que sair", disse o austríaco, segundo jornais britânicos desta segunda-feira.

O tricampeão Stewart disse que a posição de Mosley como presidente da Federação Internacional de Automobilismo era "insustentável", enquanto o sul-africano Scheckter, campeão de 1979, pediu na semana passada a renúncia do dirigente, de 67 anos.

"Max perdeu o paddock, essa é a minha percepção pelo o que as pessoas estão dizendo", disse Stewart ao jornal Daily Telegraph. "Deve levar de uma semana a 10 dias para se resolver."

O tablóide News of the World publicou no domingo mais detalhes do escândalo sexual, mas Mosley segue firme em sua posição, afirmando que seu comportamento é "inofensivo e completamente legal", apesar de parecer inaceitável para algumas pessoas. Eles diz que tem recebido o apoio de algumas pessoas.

Max, cujo pai Oswald foi fundador da União Fascista Britânica antes da 2a Guerra Mundial, negou firmemente qualquer conotação nazista da orgia sexual com prostitutas revelada na semana passada pelo News of the World.

Quatro montadoras da Fórmula 1 pediram na semana passada a saída de Mosley, mas chefes de equipe tem se recusado a falar sobre o tema.

(Reportagem de Alan Baldwin)