Envelhecido, time do Japão deve perder sua hegemonia no judô

sexta-feira, 8 de agosto de 2008 00:47 BRT
 

Por Ian Ransom

PEQUIM (Reuters) - Quatro anos depois de acumular o recorde de oito medalhas de ouro, em Atenas, um time exaurido e fora de forma pode ver, em Pequim, a tradicional soberania japonesa sobre o judô cair diante de nações ascendentes.

Mesmo com seis de seus medalhistas de ouro em Atenas de volta ao tatame, o time envelhecido chega com apenas um remanescente campeão mundial e um recorde de desempenho negativo em um recentes torneios internacionais.

Os judocas japoneses derrotados pela China e Coréia do Sul no quadro de medalhas dos Jogos Asiáticos, em Doha, em 2006, e falharam em causar uma boa impressão no Campeonato Mundial do Rio, no ano passado.

O país também teve que dar adeus aos campeões olímpicos Tadahiro Nomuro e Kosei Inoue, que não conseguiram se classificar para os Jogos deste ano.

A equipe, no entanto, espera contar com seus veteranos para defender sua honra olímpica e muito do foco estará sobre Ryoko Tani, bicampeã olímpica que se classificou para sua quinta Olimpíada consecutiva e primeira desde que se tornou a a mais famosa mãe esportista do Japão.

A pequena Tani busca a inédita terceira medalha de ouro na categoria 48 kg e pode ter um emblemático reencontro com a francesa Frederique Jossinet, a quem derrotou para chegar ao título de 2004, em Atenas.

Jossinet é parte da forte equipe francesa, com 13 membros, composta por três campeões mundiais e dois medalhistas olímpicos e está em busca de se recuperar do desempenho de Atenas, o pior em termos de medalhas de Montreal, em 1976.

Eles estão em outro nível agora, e ansiosos por um bom desempenho", disse à Reuters o técnico francês Franck Chambily.

"Todos os olhos estarão voltados para o grandalhão francês Teddy Rier, que, aos 18 anos, tornou-se o mais jovem campeão mundial no peso-pesado, derrotando o russo Tamerlan Tmenov, no Rio.