Cuba buscará se manter entre os 15 primeiros em Pequim

terça-feira, 8 de julho de 2008 16:22 BRT
 

Por Nelson Acosta

HAVANA (Reuters) - Cuba quer se manter entre os 15 primeiros países no quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos de Pequim, conservando a supremacia na América Latina, apesar das deserções de vários de seus atletas e de problemas econômicos a um mês do início das Olimpíadas.

A ilha, de 11 milhões de habitantes, tem 149 atletas classificados para as Olimpíadas e ainda espera ampliar sua delegação com vários expoentes do atletismo e duas duplas femininas para o vôlei de praia.

"Hoje, faltando um mês para a abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, o objetivo cubano é defender sua posição de potência olímpica", afirmou Christian Jiménez, presidente do Instituto Nacional de Esportes (INDER), citado no Granma, jornal do Partido Comunista, que governa o país.

Um total de 152 atletas cubanos competiram há quatro anos em Atenas, ganhando 27 medalhas --nove de ouro, sete de prata e 11 de bronze-- e ficando em 11o lugar no ranking dos ganhadores de medalhas.

Para ser uma potência olímpica "é preciso conseguir uma colocação entre os 15 primeiros no quadro de medalhas (em Pequim)", completou Jiménez.

Vários campeões olímpicos como a judoca Driulis González, por exemplo, se destacam na equipe local, embora "entre 65 e 70 por cento são jovens que estrearão nos Jogos Olímpicos", disse René Pérez, diretor da INDER, recentemente à Reuters.

A ilha contará em Pequim com o recordista mundial dos 110 metros com obstáculos, Dayron Robles, uma de suas grandes esperanças de medalhas no atletismo.

No entanto, Cuba teve de renovar 100 por cento de sua equipe de boxe, modalidade que ganhou 32 medalhas de ouro das 65 que o país tem na história dos Jogos Olímpicos.

Nenhum dos pugilistas classificados para Pequim tem experiência olímpica depois das deserções de três titulares em Atenas, Yan Barthelemí, Yuriorkis Gamboa e Odlanier Solís, em 2006 em Caracas, e da aposentadoria do bicampeão olímpico Mario Kindelán.

O último a desertar foi Erilandy Lara, campeão mundial dos 69 quilos que fugiu de lancha para o México e está hoje na Alemanha. O atual titular olímpico dos 54 quilos, Guillermo Rogondeaux, foi afastado depois de uma tentativa frustrada de fuga nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, no ano passado.