Troca de nacionalidade é preocupação crescente nos Jogos

sexta-feira, 8 de agosto de 2008 02:04 BRT
 

Por Crispian Balmer

PEQUIM (Reuters) - Lopez Lomong, refugiado sudanês que será o porta-bandeira dos Estados Unidos na cerimônia de abertura da Olimpíada, nesta sexta-feira, não é o único estrangeiro na delegação do país.

Há corredores do Quênia e do México, um triatleta da Nova Zelândia e jogadores de tênis de mesa da China.

Também haverá competidores norte-americanos procurando alcançar a glória pela Rússia e Cingapura e incontáveis outros atletas que trocaram de passaporte, apagando identidades no mais nacionalista dos eventos esportivos.

Ninguém pode questionar a mudança de nacionalidade de Lomong depois de ter sido forçado a escapar de milícias do Sudão ainda criança, definhado dez anos como refugiado em um campo do Quênia, até conseguir ser mandado para os Estados Unidos.

Mas há motivos bem mais frágeis alegados por outros atletas para mudar de nacionalidade, como simplesmente a chance de competir em uma Olimpíada.

Muitos países fazem de tudo para facilitar a mudança de alguns desses atletas, na esperança de garantir alguns preciosos trunfos olímpicos.

"Todo negócio precisa chegar ao sucesso e então escolhi o caminho mais curto", disse Levan Akhvlediani, presidente da federação de vôlei da Geórgia, explicando porque "pinçou" dois brasileiros para ser sua dupla de praia.

"São vários os esportes onde há pessoas defendendo um país que não é o de seu nascimento. Não é contra as regras", assinalou.   Continuação...