8 de Agosto de 2008 / às 06:41 / em 9 anos

Porta-bandeira dos EUA começou ao realizar fuga na África

Por Douglas Hamilton

PEQUIM - 8 de agosto (Reuters) - O homem que vai carregar a bandeira dos Estados Unidos na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim quer insprirar crianças dos campos de refugiados da África.

Lopez Lomong, agora com 23 anos, era uma delas.

O fundista dos 1.500 metros, escolhido pelos capitães da equipe olímpica norte-americana nesta semana para conduzi-los na cerimônia, é o exemplo do sonho americano.

Nascido no Sudão, Lomong foi sequestrado por soldados em uma manhã de domingo enquanto cantava com seus pais sob uma grande árvore que servia de igreja. Ele nunca mais os viu.

Foi aprisionado junto com outros garotos que seriam treinados como soldados mirins, mas escapou “através de um buraco na cerca em uma noite sem lua”.

“Foi aí que minha corrida começou”, disse ele em entrevista àimprensa na sexta-feira. “Corremos por três dias e três noites”.

Lomong tinha apenas seis anos. Dois meninos mais velhos cuidaram dele. Eles chegaram à fronteira com o Quênia e foram levados como refugiados a um grande campo, onde ele passaria os 10 anos seguintes.

“Vivíamos em uma barraca. Tínhamos uma refeição por dia, tarde da noite. Jogávamos futebol durante o dia para esquecermos a falta de comida”, contou ele.

“Eu não sabia muito bem o que era a Olimpíada”, explicou. Mas em 2000 ele ouviu tanta falação sobre isso, que quis descobrir o que era. Com seus colegas, andou 8 quilômetros até uma casa que tinha TV preto e branco.

Foi aí que Lomong decidiu tornar-se um atleta. Ele viu o norte-americano Michael Johnson vencer os 400 metros na Olimpíada de Sydney.

“Disse a mim mesmo: uau, ele é rápido! Quero correr tão rápido quanto ele e quero vestir aquele uniforme”.

Ele foi convidado, junto com outros jovens refugiados, para escrever um trabalho em uma competição, por uma chance para ir aos Estados Unidos, e venceu. Ele voou a caminho de sua nova vida aos 16 anos.

Seus pais adotivos, Robert e Barbara Rogers, “tiveram que me ensinar tudo -- a água fria, a água quente, e como deixar no morno”. Ele ficou assombrado com as “enormes quantidades de comida” e como ela era desperdiçada.

“Eu sabia que conseguiria um dia”, disse ele. “Estou aqui para inspirar outras crianças”.

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