Vôlei de praia vive relação de amor e ódio com a TV

sexta-feira, 8 de agosto de 2008 04:15 BRT
 

Por Jane Barrett

PEQUIM (Reuters) - A popularidade do vôlei de praia nos Jogos Olímpicos tem criado algo como uma relação de amor e ódio do esporte com a televisão.

O esporte recheado de belas imagens se tornou um campeão nas transmissões das Olimpíadas. De acordo com o Comitê Olímpico Internacional, cerca de 3,5 bilhões de espectadores acompanharam as partidas nas areias dos Jogos de Atenas pela TV.

Por conta disso, cresceu o interesse pelo esporte, inspirando muitos países a formar times e a atrair patrocinadores.

O lado negativo é que as emissoras de TV começaram a demandar jogos que se enquadrassem em suas grades de programação e em um formato que os tornassem ainda mais atraentes para a televisão.

Em Pequim, as semifinais e as finais serão disputadas pela manhã, para serem transmitidas no horário nobre da TV nos Estados Unidos e no Brasil, países onde o esporte é muito popular.

Neste ano, os dirigentes reforçaram a regra de 1999 que determina que o saque deve ser dado até 12 segundos depois que o último ponto foi concluído -- decisão que alguns jogadores creditam às necessidades das televisões.

"Este é um esporte muito dinâmico e as regras internacionais têm mudado por causa da televisão", disse a australiana Natalie Cook, que competiu em todas as Olimpíadas desde que o vôlei de praia passou a constar no programa dos Jogos, em 1996, e que ganhou a medalha de ouro em Sydney.

Reviravoltas rápidas tornam o jogo mais dinâmico para a televisão, mas não é fácil para os jogadores, particularmente em Pequim.   Continuação...