8 de Agosto de 2008 / às 07:52 / 9 anos atrás

Para Bryant e o "Time da Redenção", é ouro ou nada

Por Alastair Himmer

PEQUIM (Reuters) - Kobe Bryant, um dos mais conhecidos atletas do mundo, brincou, nesta sexta-feira que irá deixar seu país se os Estados Unidos não chegar à medalha de ouro do basquete, nesta Olimpíada.

“As pessoas me perguntam e eu brinco muito, mas se a gente quiser continuar sendo cidadão norte-americano precisamos ganhar o ouro”, falou à Reuters o armador do Los Angeles Lakers.

“Vou virar italiano. Vocês irão me chamar de Kobe Giovanni, sabia?!”

Os norte-americanos estão entre os favoritos ao ouro olímpico em Pequim, depois de cair em Atenas há quatro anos, quando terminaram em terceiro, enquanto uma habilidosa Argentina ficava com o título.

Carmelo Anthony, companheiro de equipe de Kobe Bryant, era outro que arquitetava um plano para uma “rota de fuga” -- caso seja preciso...

“Despacho minhas roupas para qualquer outro lugar, cara”, disse Anthony, que jogou em Atenas e no Mundial de 2006, quando novamente os norte-americanos ficaram relegados à medalha de bronze.

“Vou negociar contrato com algum outro time em algum outro lugar -- E não volto mais!”

“Em 2004, não sabíamos de nada. Estávamos cegos. Foi chato voltar aos Estados Unidos sabendo que deveríamos ser os melhores jogadores de basquete do mundo chegando com uma medalha de terceiro lugar. Realmente tomamos uma pancada -- não só como time, mas como país.”

JOGO-SHOW

Os milionários jogadores da NBA, agora chamados de “Time da Redenção” depois dos fracassos, abrem esta campanha olímpica com um jogo espetacular: contra a China, do pivô Yao Ming, no domingo.

“Estão dizendo que será o evento esportivo mais visto da história (na China)”, disse o técnico Mike Krzyzewski. “Enfrentar a China logo no primeiro jogo... Não sei se poderia ser melhor.”

O time de Krzyzewski está no Grupo B, com a Espanha, atual campeã mundial, e a forte Grécia, que assombrou os norte-americanos na semifinal do Mundial de 2006.

“É um esporte mundial”, assinalou o técnico. “Não é um esporte dos Estados Unidos. Entendemos isso. Mais de 30 por cento dos jogadores da NBA agora são estrangeiros.”

O auxiliar técnico Nate McMillan insistiu que os norte-americanos estão mais bem preparados desta vez.

“Estão mais ligados”, ele disse à Reuters. “Estamos sentindo essa química de ‘família’ que outros países tiveram, nestes últimos anos.”

“Mas o que importa ‘e que não podemos falar sobre sermos os melhores -- temos de mostrar isso.”

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