UE rejeita plano de Blatter para cota de jogadores estrangeiros

quinta-feira, 8 de maio de 2008 16:28 BRT
 

Por Darren Ennis

BRUXELAS (Reuters) - O Parlamento Europeu rejeitou nesta quinta-feira uma proposta polêmica do presidente da Fifa, Joseph Blatter, que limitaria o número de jogadores estrangeiros em clubes de futebol.

Os parlamentares da União Européia (UE) rejeitaram a chamada regra "6+5" de Blatter por 518 votos contra 49. A regra permitiria que no máximo cinco dos 11 jogadores de um time fossem de outros países.

"O parlamento pede aos Estados membros e associações esportivas que não introduzam novas regras que criem discriminação direta baseada na nacionalidade, como a 6+5 da Fifa", informa o parlamento em sua resolução.

A maioria, porém, aprovou a "regra de formação local de jogadores" criada pela Uefa.

"Pedimos à Comissão que reconheça a legalidade das medidas que favorecem a promoção de jogadores que passaram por esquemas de treinos, como um número mínimo de jogadores treinados localmente, sem restrição de nacionalidade".

A Fifa se opõe à regra da Uefa, que define uma cota de jogadores treinados localmente em clubes sem qualquer discriminação de nacionalidade, argumentando que isso incentiva o recrutamento de jogadores jovens.

A Uefa diz que a proposta de Blatter não é aplicável à União Européia pois contraria as leis de livre trânsito e trabalho entre países do bloco e poderia levar a desafios legais custosos --uma visão recorrente na Assembléia.

"Infelizmente, a regra do 6+5 não é compatível com o livre movimento de pessoas na UE. O Tratado Europeu é muito claro neste ponto: discriminação baseada em nacionalidade não é permitida, e isto conta para o futebol", disse à Assembléia o belga Ivo Belet, autor do relatório do parlamento sobre o futuro do futebol profissional.

"Portanto, pedimos à Fifa que junte forças com o Parlamento Europeu e com a Comissão Européia para apoiar a "regra de formação local de jogadores".