8 de Agosto de 2008 / às 09:32 / em 9 anos

COI espera por abertura espetacular para apagar críticas

Por Karolos Grohmann

PEQUIM (Reuters) - Quando se abrirem as cortinas da Olimpíada de Pequim, nesta sexta-feira, não serão apenas os organizadores chineses que estarão esperando que a cerimônia de abertura seja um sucesso mundial.

Com audiência estimada em mais de 1 bilhão de pessoas, a cerimônia, que vai mostrar a China para o mundo, também colocará o Comitê Olímpico Internacional sob os holofotes.

Desde que a Olimpíada foi entregue à capital chinesa em 2001, o COI tem lidado com polêmicas diferentes em relação aos Jogos passados.

Nunca houve nem questionamento quanto aos espetaculares lugares de competição, se estariam construídos a tempo, ou se havia fundos suficientes em caixa -- dois dos problemas mais comuns normalmente encarados pelos organizadores de Olimpíadas.

Mas o COI teve que defender sua decisão de entregar a Olimpíada a Pequim durante sete anos de duras críticas internacionais, por exemplo, sobre violação de direitos humanos, a política para o Tibete, e, mais recentemente, sobre Darfur, no Sudão.

Os guardiões os ideais olímpicos insistem que estão levando esse espírito olímpico para um quinto da população mundial, que agora se abre ao globo.

"Os Jogos são uma força para o bem", disse Jacques Rogge, o presidente do COI.

"Mas o COI não é uma panacéia para todos os males", acrescentou disse, em resposta aos pedidos para que o COI pressionasse a China a promover mais respeito pelos direitos humanos.

Para piorar, a imagem olímpica ainda sofreu manchas antes dos Jogos quando violentos protestos e demonstrações de ativistas se colocaram no caminho do revezamento da tocha.

Tudo isso levou Dick Pound, um dos mais poderosos membros do COI, a revelar nesta semana que muitos países consideraram boicotar a Olimpíada por causa do desastre do revezamento, e obrigou o COI a rever o futuro dessa caminhada da tocha.

A apenas alguns dias da cerimônia de abertura, o COI novamente caiu em um caldeirão fervendo quando as autoridades chinesas bloquearam várias sites "sensíveis" da Internet, acendendo a ira da imprensa.

Novamente na parede, o COI admitiu que a crise deveria ter sido mais bem controlada.

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