10 de Abril de 2008 / às 14:34 / 9 anos atrás

Na seleção feminina, Luxemburgo e Zico são exemplos de tática

<p>A zagueira da sele&ccedil;&atilde;o brasileira Aline Pellegrino durante treino da equipe em Teres&oacute;polis (RJ), na quarta-feira. A equipe se prepara para enfrentar Gana numa repescagem que vale vaga para os Jogos de Pequim, em agosto. Photo by Sergio Moraes</p>

Por Pedro Fonseca

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Se a seleção brasileira de futebol feminino vencer Gana na repescagem deste mês e se classificar para a Olimpíada de Pequim, alguns técnicos como Vanderlei Luxemburgo e Zico poderão celebrar uma pontinha de participação.

O Palmeiras, treinado por Luxemburgo, é um dos principais exemplos apresentados pelo técnico da seleção, Jorge Barcellos, para as jogadoras que se preparam na Granja Comary para o decisivo jogo do dia 19 de abril, na capital chinesa. O clube turco Fenerbahçe, que tem Zico como técnico, e o inglês Chelsea também podem dar uma forcinha para a classificação brasileira.

"Claro que utilizamos algumas jogadas do futebol masculino para que a gente possa adequá-las ao futebol feminino, e vem dando certo", disse Barcellos à Reuters, em entrevista na quarta-feira em Teresópolis (RJ).

"Aqui no Brasil, o Palmeiras é uma equipe muito certa, o time vem jogando muito bem. Lá fora você tem o Chelsea, o Fenerbahçe, do Zico, também, então você tem várias equipes que a gente utiliza os vídeos de jogadas do masculino e tenta implantar aqui", acrescentou o treinador, cuja equipe terá de disputar a repescagem olímpica após ter perdido o Sul-Americano de 2006 para a Argentina.

Com a equipe concentrada desde 19 de março -- exceto cinco jogadoras que atuam no exterior e se juntam ao time na Europa no domingo, incluindo a craque Marta -- Barcellos teve bastante tempo para apresentar e treinar jogadas ensaidas na seleção.

Num jogo-treino na quarta-feira contra uma equipe da baixada fluminense, diversas cobranças de faltas e escanteios foram realizadas conforme observado pelo treinador em partidas masculinas e depois adaptadas para as meninas.

"Todo treinador quando vê um jogo de futebol ele vai analisar o que acontece durante o jogo, o que pode ser aproveitado lá na frente no seu sistema. O treinador tem que ter essa criatividade", afirmou Barcellos.

A seleção feminina joga no esquema 3-5-2 desde o ano passado, quando foi ouro no Pan-Americano do Rio de Janeiro e vice-campeã mundial na China. Durante as partidas, o time pode variar para o 4-4-2, com a líbero passando a atuar de volante. O sistema pode ser comparado ao implantado por Luxemburgo no Palmeiras, que tem o volante Pierre às vezes atuando como terceiro zagueiro.

"O Palmeiras hoje em dia, e o Flamengo também, são times bem entrosados, que atacam e defendem em bloco", disse a meia Formiga, que no esquema da seleção exerceria o papel do palmeirense Diego Souza.

"Acho que se a gente tentar copiar aquilo que eles fazem dentro de campo, o posicionamento, a marcação, acho que dá certo. Especialmente o Palmeiras, porque a maneira que eles jogam surpreende todo mundo", acrescentou.

Segundo a capitã Aline Pellegrino, o Brasil deve adotar uma postura cautelosa contra a seleção de Gana, uma vez que o duelo com as africanas será decidido em apenas um jogo, com disputa de pênaltis se necessário.

"Por ser um jogo que nós precisamos estar preocupadas, não adianta sair para cima, temos que nos resguardar um pouco, e conforme as coisas forem acontecendo a gente pode mudar", disse a capitã da seleção.

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