10 de Agosto de 2008 / às 04:02 / em 9 anos

Bush vai a igreja e pede liberdade religiosa na China

<p>Presidente dos EUA George W. Bush fala com a imprensa em frente a uma igreja, na China. Photo by Larry Downing</p>

Por Jeremy Pelofsky e Matt Spetalnick

PEQUIM (Reuters) - O presidente norte-americano George W. Bush rezou em uma igreja de Pequim, neste sábado, reforçando sua demanda por mais liberdade religiosa na China, poucas horas antes de se encontrar com lideranças comunistas.

Dizendo que havia sido um grande prazer participar dos serviços religiosos em sua vista aos Jogos, Bush declarou: “Isso foi para mostrar que Deus é universal, Deus é amor e nenhum estado, homem ou mulher deve temer a influência de se amar uma religião.”

A visita faz parte da delicada ação de Bush em Pequim, onde ele faz o papel de um torcedor comum, ao passo que cutuca o governo chinês a melhorar as críticas que recebe internacionalmente por conta dos direitos humanos.

A despeito da reação da China às duas censuras, Bush, assíduo frequentador de igreja, com forte base entre os fundamentalistas cristãos, tem feito do apelo a mais liberdade religiosa um foco em seu esforço de persuadir a China a ir ao encontro de reformas democráticas.

Ele falou rapidamente em frente à igreja protestante Kuanjie, um modesto edifício com uma cruz branca no telhado. Ela faz parte da rede de igrejas que operam com autorização do Partido Comunista.

Muitos outros cristãos, que são uma pequena parte do universo de crenças na China, frequentam o que se chama de igrejas “subterrâneas”.

Ainda sob efeito de outras afirmações que fez nestes dias, Bush foi contido em seus comentários -- enquanto era encoberto por um coro de crianças -- para evitar embaraçar os líderes chineses.

SINCERO NA PRIVACIDADE

Bush, cuja presença nos Jogos marca um plano de relações públicas para os chineses,tem insistido que pode ser muito efetivo se puder falar em particular com os líderes da China.

Ele tinha uma rodada de conversas marcada para mais tarde, com líderes,incluindo o presidente Hu Jintao e o primeiro ministro Wen Jiabao, que o têm ladeado ao acompanhar alguns eventos esportivos.

Muitos vêm a relação de Bush com a China como uma forma de melhorar a imagem de sua política externa, dominada pela impopular guerra do Iraque.

Ele precisa da China para brecar as ambições nucleares do Irã e da Coréia do Norte, mas há limites para os EUA forçarem rápidas políticas políticas em um estado com um partido único.

Washington também é muito cuidadoso com a influência do crescimento econômico de Pequim e a necessidade de cooperação para reduzir o imenso défict comercial com a China.

De sua parte, os líderes chineses, cientes de que Bush tem menos de seis meses no cargo, podem esperar pelo novo presidente, por melhores acordos.

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