Torcida brasileira perturba seleção de vôlei dos EUA

domingo, 10 de agosto de 2008 10:33 BRT
 

PEQUIM (Reuters) - A seleção venezuelana de vôlei contou com uma ajuda da torcida brasileira em seu jogo de estréia na Olimpíada de Pequim. Puxando olas, gritando coros e fazendo muita bagunça, um grupo de torcedores do interior de São Paulo, de Minas Gerais e do Rio de Janeiro exibia bandeiras do Brasil e de Corinthians, São Paulo e Flamengo.

"A gente ia trazer uma fantasia gigante do Zé Carioca, mas a segurança do ginásio não deixou", disse Gustavo Takeo, 28, peruca verde na cabeça e copo de cerveja na mão.

Takeo viajou para Pequim junto com um grupo de cerca de 10 pessoas que, além das perucas coloridas e de bandeiras do Brasil, colocaram na mala pandeiros e outros instrumentos de percussão que tiveram de ficar no hotel onde estão hospedados na capital chinesa também por causa do esquema de segurança montado no Capital Gymnasium.

O alvo preferido da trupe era o atacante norte-americano Clayton Stanley, a quem eram dirigidos gritos de guerra impublicáveis.

"O objetivo aqui é sacanear o Stanley", disse Takeo, enquanto o grupo gritava "Ace Ace Ace" para apoiar o saque da Venezuela.

E a farra acontecia sem o menor pudor diante da tragédia do dia anterior em que um parente do técnico da seleção norte-americana foi assassinado a facadas em Pequim.

Mais para trás, amigos e familiares do próprio Stanley estavam aturando os torcedores brasileiros, sem compreenderem os gritos de guerra em português. Mas eles estavam menos equipados para enfrentar os fanáticos brasileiros, apenas com camisetas com o nome e fotos do jogador norte-americano.

"Estamos aqui todos para nos divertir e torcendo muito", disse a mãe de Stanley, Sandra Haine.

Os EUA, que derrotaram o Brasil na semifinal da Liga Mundial de Vôlei, no Rio de Janeiro, semana passada, venceram a Venezuela por 3 sets a 2.