Tocha olímpica passa sem incidentes por Buenos Aires

sexta-feira, 11 de abril de 2008 19:54 BRT
 

Por Karina Grazina

BUENOS AIRES (Reuters) - A tocha olímpica, que tem atraído protestos contra a China, passou por Buenos Aires na sexta-feira praticamente sem incidentes, mas sob forte vigilância. A única ameaça à chama foram as bexigas com água atiradas por um casal.

Pelas ruas e pelo porto, o revezamento sem interrupções contrastava com as cenas caóticas vistas na última semana em Londres, Paris e San Francisco, onde os organizadores apagaram e esconderam a tocha para evitar que ela fosse atacada.

A tocha simbólica está percorrendo o mundo até chegar a Pequim, sede da Olimpíada de agosto. Ela atrai protestos contra várias atitudes do regime chinês, especialmente a repressão do mês passado aos protestos no Tibet.

Em Buenos Aires, a maior concentração do público para ver a tocha foi em torno do obelisco da avenida 9 de Julho. Havia muito mais gente tirando fotos com celulares do que protestando pelo Tibet.

"Estamos realmente felizes por tê-la feito passar", disse, aliviado, o subsecretário municipal de Desportos, Francisco Irarrazabal, ao final do evento.

A polícia manteve separados os grupos pró e contra a China, que se concentraram diante da Casa Rosada e de outros pontos do percurso de 13,8 quilômetros.

Após um primeiro trecho junto ao rio da Prata, a tocha foi colocada num bote e transportada a remo até o Puerto Madero, região de bares e restaurantes à beira-rio.

O jogador de vôlei de praia Emanuel, campeão olímpico ao lado de Ricardo nos Jogos de Atenas-2004, foi o representante brasileiro no revezamento. Ele recebeu a tocha das mãos do boxeador Pablo Chacón e estava visivelmente emocionado.   Continuação...

 
<p>Tocha ol&iacute;mpica passa sem incidentes por Buenos Aires. A ex-tenista Gabriela Sabatini carrega a tocha ol&iacute;mpica. A tocha,  que tem atra&iacute;do protestos contra a China, passou por Buenos Aires  praticamente sem incidentes, mas sob forte vigil&acirc;ncia. A &uacute;nica amea&ccedil;a &agrave; chama foram as bexigas com &aacute;gua atiradas por um casal. 11 de abril. Photo by Reuters</p>