11 de Agosto de 2008 / às 08:48 / 9 anos atrás

Lezak guarda seu melhor para o final no 4x100m livre dos EUA

Por Julian Linden

PEQUIM (Reuters) - Jason Lezak, responsável pelo incrível encerramento que garantiu a medalha de ouro para os Estados Unidos no revezamento 4x100 metros livre, nesta segunda-feira, fez a história se repetir, mas com final diferente para os norte-americanos.

Oito anos atrás, Lezak era parte do time dos Estados Unidos que perdeu a medalha de ouro para a Austrália, nos Jogos de Sydney, justamente na última passada do revezamento. Em ambas as provas, os recordes mundiais do revezamento e dos 100m livre individual foram batidos. E, nos dois casos, a equipe que prometeu esmagar os oponentes acabou ficando para trás.

Agora, o time norte-americano, formado ainda por Michael Phelps, Garrett Weber-Gale and Cullen Jones, veio de uma posição praticamente sem esperança para acabar no topo, depois de uma épica batalha contra a França, decidida por uma unha de vantagem.

Quando Lezak, de 32 anos, entrou na piscina, carregando a responsabilidade de manter viva a busca de Phelps por oito medalhas de ouro, ele estava 0s69 atrás da França, que tinha na água Alain Bernard, dono da marca mundial individual dos 100m que acabara sendo batida pelo australiano Eamon Sullivan minutos antes nesta mesma prova.

Bernard ainda ampliou a vantagem para quase um segundo e, quando eles viraram para a piscina final, a busca de Phelps pelos oito ouros parecia terminada antes mesmo de ter começado.

De alguma forma, Lezak bateu suas mãos na parede da chegada em primeiro, nadando sua passagem de 100m em incríveis 46s06, e cravou o recorde mundial para o revezamento em 3m08s24, quase quatro segundos mais rápido que a marca anterior, 3m12s23, anotada pelo segundo time americano nas eliminatórias em Pequim.

"Não tinha jeito de eu ir buscar o cara que estava dois segundos na minha frente", disse Lezak. "Não vou mentir."

"Quando eu virei nos 50 metros e ainda vi o quanto ele estava na frente, além dele ser o recordista mundial até cerca de dois minutos antes, passou pela minha cabeça por um segundo que não iria dar de jeito nenhum", afirmou.

"Daí eu mudei e disse: 'quer saber, isso é uma Olimpíada e eu estou aqui pelos Estados Unidos da América'. Não me incomodei se pudesse doer, eu apenas fui para cima e fiz o que tinha que fazer. Eu consegui, como um turbo, e cheguei lá. Foi inacreditável", acrescentou.

Lezak pode não ter percebido isso naquela hora, mas a história estava se repetindo.

Oito anos atrás, os norte- americanos foram para Sydney cheios de confiança, e, liderados por Gary Hall Jr., começaram insultando os australianos, dizendo que os EUA iriam acabar com os donos da casa.

O troco veio de forma espetacular, quando os australianos, inspirados pelo então adolescente Ian Thorpe, arrasaram na última volta para ganhar o ouro e bater o recorde mundial. Em Pequim, os franceses provocaram a equipe dos EUA.

"Eles falaram muito", disse Lezak sobre os nadadores franceses. "Preferimos fazer isso na piscina. Eu sabia que ia ser difícil, mas estava com esperança de ir em frente. Eu nunca perco a esperança."

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