12 de Agosto de 2008 / às 04:50 / em 9 anos

Ginástica da China e dos EUA têm problemas com sono e lesões

Por Pritha Sarkar

PEQUIM (Reuters) - Uma noite sem dormir já é um sinal para a chinesa Cheng Fei, mas o que está incomodando a atleta não está concentrado apenas na pressão de conseguir o primeiro ouro por equipes da ginástica feminina para a nação que sedia a Olimpíada. Outro ponto de muita preocupação é o horário de início da final: 10:30 da manhã.

Tradicionalmente as lutas por medalhas nesse esporte são à noite, mas a NBC -- rede de TV norte-americana que detém direitos exclusivos de transmissão para o país -- exigiu a mudança para a manhã na China, que corresponde ao horário nobre (noturno) nos Estados Unidos. Assim, algumas atletas têm de encarar o despertador tão cedo quanto as seis da manhã.

“Estou tensa por causa disso. Porque, se ficar acordada a noite toda, preocupada, estarei muito cansada pela manhã”, disse Cheng, três vezes campeã mundial no salto.

Esse sinal de sonolência da equipe chinesa pode animar um pouco as norte-americanas, que se abateram com lesões na classificação, quando Chellsie Memmel e Samantha Peszek machucaram o tornozelo, e ficaram fora da disputa.

Depois de destronar a China do título do Mundial em Stuttgart, em setembro, as norte-americanas chegaram em Pequim mostrando mais condição de dar aos Estados Unidos seu primeiro título por equipes femininas da ginástica em solo estrangeiro.

A equipe terá a liderança de Shawn Johnson, a detentora do título mundial no geral individual, e de Nastia Liukin. As lesões não devem afetar tanto a equipe porque elas ainda têm quatro grandes atletas “inteiras” em seus quadros.

“Só precisamos de três garotas fortes para cada aparelho. Logo, estamos confiantes em conseguir um bom número de pontos”, disse Liukin.

Na final por equipes desta quarta-feira, três ginastas de cada país competem em cada aparelho, contando cada participação.

EQUIPE A SER BATIDA

Depois da passagem em branco nos Jogos de Sydney 2000, as norte-americanas vêm sendo a equipe a ser batida. Conquistaram 13 ouros em seis mundiais, incluindo dois títulos por equipe e títulos de geral individual para Johnson e Memmel.

Na qualificação de domingo, tudo parecia dar errado e suas rotinas foram marcadas por falhas.

As romenas, desde o triunfo de 2004, têm diminuído suas expectativas. Isso ficou claro depois que especialista no solo Sandra Izbasa declarou que o objetivo da equipe é o bronze.

Se a classificação de quarta-feira for realmente indicativa de como estão as meninas, as romenas poderão ficar fora do pódio em favor das russas, que estão ressurgindo.

Johnson e Liukin também estão ansiosas para iniciar sua disputa pessoal pelo título geral individual na final de sexta-feira.

Com a China no alto do quadro de notas na classificação por equipes, e em todos os quatro aparelhos, o geral individual talvez seja a única prova em que as ginastas dos Estados Unidos possam chamar as rivais para brigar “pau a pau”.

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