Ninguém entende porque tantos recordes na natação em Pequim

quarta-feira, 13 de agosto de 2008 05:11 BRT
 

Por Julian Linden

PEQUIM (Reuters) - A menos que os chineses tenham errado acidentalmente na medida e construído uma piscina de 49 metros, não existe uma explicação simples para tamanha fartura de recordes mundiais na natação estabelecidos na Olimpíada de Pequim, nesta semana.

Recordes normalmente nunca duram muito na natação, mas com 16 deles já riscados dos livros em quatro dias e muitos outros esperados pela frente, o Cubo D'Água está parecendo um fabuloso rio de ouro.

Várias teorias estão surgindo, creditando os recordes a mais que avançados métodos de treinamento, melhores dietas, os últimos avanços na tecnologia dos maiôs, as piscinas especialmente construídas que eliminam ondas e reduzem turbulência na água e mesmo golfinhos para ensinar nadadores os melhores movimentos para impulsionar suas pernas sob a água.

Poucas pessoas concordam com um único fator como sendo o mais importante -- o consenso geral é que é parte tecnológico e parte psicológico.

"Você precisa ter como quebrar barreiras", diz o técnico Eddie Reese, da equipe dos Estados Unidos.

A teoria mais popular para o fluxo de recordes em Pequim é sobre a introdução do maiô LZR da Speedo, que foi desenhado com ajuda da Nasa, a agência espacial norte-americana.

Os maiôs mantêm os nadadores em um tipo de espartilho grudado, que faz com que mantenham a melhor posição do corpo na água por mais tempo, reduzindo os efeitos do arrasto.

Cientistas independentes e mesmo executivos da Speedo não têm sido capazes de apresentar uma evidência real de que o maiô realmente ajude, mas com mais de 50 recordes caindo somente este ano com atletas usando o equipamento, quase todo mundo pensa que não pode ser coincidência.   Continuação...