13 de Agosto de 2008 / às 08:14 / em 9 anos

Ninguém entende porque tantos recordes na natação em Pequim

Por Julian Linden

PEQUIM (Reuters) - A menos que os chineses tenham errado acidentalmente na medida e construído uma piscina de 49 metros, não existe uma explicação simples para tamanha fartura de recordes mundiais na natação estabelecidos na Olimpíada de Pequim, nesta semana.

Recordes normalmente nunca duram muito na natação, mas com 16 deles já riscados dos livros em quatro dias e muitos outros esperados pela frente, o Cubo D’Água está parecendo um fabuloso rio de ouro.

Várias teorias estão surgindo, creditando os recordes a mais que avançados métodos de treinamento, melhores dietas, os últimos avanços na tecnologia dos maiôs, as piscinas especialmente construídas que eliminam ondas e reduzem turbulência na água e mesmo golfinhos para ensinar nadadores os melhores movimentos para impulsionar suas pernas sob a água.

Poucas pessoas concordam com um único fator como sendo o mais importante -- o consenso geral é que é parte tecnológico e parte psicológico.

“Você precisa ter como quebrar barreiras”, diz o técnico Eddie Reese, da equipe dos Estados Unidos.

A teoria mais popular para o fluxo de recordes em Pequim é sobre a introdução do maiô LZR da Speedo, que foi desenhado com ajuda da Nasa, a agência espacial norte-americana.

Os maiôs mantêm os nadadores em um tipo de espartilho grudado, que faz com que mantenham a melhor posição do corpo na água por mais tempo, reduzindo os efeitos do arrasto.

Cientistas independentes e mesmo executivos da Speedo não têm sido capazes de apresentar uma evidência real de que o maiô realmente ajude, mas com mais de 50 recordes caindo somente este ano com atletas usando o equipamento, quase todo mundo pensa que não pode ser coincidência.

“Acredito que o maiô mudou as coisas um pouco, mas os bons são bons de qualquer jeito”, diz Jack Bauerle, outro técnico da natação dos Estados Unidos.

As piscinas já têm um longo caminho, desde a década passada, como projetistas usando cada truque para ajudar a produzir equipes super-rápidas.

A piscina de Pequim tem três metros de profundidade, 50 centímetros mais que a de Atenas, da última Olimpíada, e, ao contrário de outras, que têm uma parte mais funda e outra mais rasa, aqui não há variação, o que reduz turbulência.

A água nos lados da piscina vai para as bordas, entra no deque, e é drenada para fora, em vez de voltar. As raias, que já foram divididas por cordas, agora contam com ajuda, porque as “cordas” passaram a ser desenhadas para aparar ondas entre elas.

A água é mantida a uma temperatura constante e tratada com filtros que melhoram a visibilidade e tiram o gosto e o cheiro, além de evitar os olhos vermelhos por causa do cloro. Os blocos de largada são desenhados para ajudar os nadadores, em ângulos que dão a eles a chance de voar na partida.

“Esta piscina é muito rápida”, disse Bob Bowman, o técnico pessoal de Michael Phelps.

“Nós também temos os maiôs, que estão ajudando. Penso que toda essa combinação de coisas está agitando todo mundo. Eles também estão nadando mais agressivamente, estão arriscando mais que antigamente. Mas penso que o que mudou tão dramaticamente foram as expectativas das pessoas.”

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