14 de Agosto de 2008 / às 06:22 / em 9 anos

Para afastar crise, atletismo precisa de novos heróis

Por Mitch Phillips

PEQUIM (Reuters) - O atletismo é um esporte em crise e precisa desesperadamente que dos Jogos Olímpicos surjam novos heróis depois que implacáveis casos de doping virtualmente destruíram a credibilidade da modalidade.

John Fahey, presidente da Agência Mundial Antidoping (WADA), alertou na semana passada que os fãs podem se desinteressar pelo atletismo se o doping não puder ser eliminado.

“Estamos moralmente falidos e estamos dizendo para nossas crianças, ‘se vocês querem ter sucesso, se entupam de pílulas, de outra forma, não conseguirão”', disse ele.

“Se não tivermos sucesso, então parte do mundo como nós conhecemos por toda nossa vida estará acabando.”

Fahey identifica os 100 metros, prova contaminada pelo doping desde a espetacular queda de Ben Johnson em desgraça 20 anos atrás, como a chave para recuperar a credibilidade.

Com o campeão de Atenas-2004, Justin Gatlin, juntando-se à longa lista de atletas banidos por doping e com a prisão de Marion Jones, campeã de 2000, a confiança do público no evento principal do atletismo está no chão.

Com o nadador Michael Phelps atraindo para si todos os holofotes, Lamine Diack, presidente da Associação Internacional de Federações de Atletismo (Iaaf), concorda que seu esporte precisa de novos heróis.

“Sim, precisamos (de novos heróis) e temos ótimos atletas, alguns esportistas jovens que podem fazer coisas excepcionais”, disse Diack na terça-feira. “Temos que mostrar que o atletismo é um esporte maravilhoso.”

A Iaaf anunciou, este ano, que contratou uma agência de para trabalhar no fortalecimento da imagem do esporte e os dirigentes têm se preocupado há anos sobre a posição do atletismo como o centro das Olimpíadas.

Bicampeão olímpico dos 1.500 metros Sebastian Coe, vice-presidente da Iaaf e organizador dos Jogos de Londres, em 2012, sabe há muito tempo que é preciso fazer alguma coisa.

Cinco anos atrás ele ajudou a lançar uma campanha em “busca por heróis”, lamentando que Hicham El Guerrouj, possivelmente o melhor meio-fundista de todos os tempos, era desconhecido nas escolas da Europa e da América.

Ainda preocupado sobre isso, Coe disse que o atletismo precisa se reenergizar por todo o mundo.

“Nós precisamos capturar a imaginação daqueles que seguem o esporte e alcançar a próxima geração”, disse.

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