Lula volta a criticar seleção brasileira de futebol

sábado, 13 de setembro de 2008 16:57 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A seleção brasileira voltou a ser alvo de críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para quem o país "não é mais o melhor futebol do mundo". Neste sábado, ao inaugurar um hospital em Duque de Caxias (RJ) na presença dos ex-jogadores Roberto Dinamite e Jairzinho, Lula disse que o torcedor não fica bravo com uma derrota desde que veja seu time empenhado.

"O torcedor não fica nervoso se seu time perde e se ele vê o jogador suando a camisa... Por isso é que, quando tem um jogador que corre e que se mata, a torcida aplaude", afirmou, segundo discurso divulgado à imprensa pelo Planalto.

"Agora, duro são aqueles que ficam o tempo inteiro esperando a bola chegar no seu pé e, quando perde a bola, acha que a responsabilidade é da defesa tirar a bolsa, e não dele."

Lula já havia criticado a seleção recentemente, ao dizer que o argentino Messi mostrava mais garra. O comentário deixou alguns jogadores, como o goleiro Júlio Cesar, irritados.

Neste sábado, Lula também comentou o número elevado de jogadores brasileiros que atuam em outros países.

"Lamentavelmente, o Brasil não é mais o melhor futebol do mundo. Porque ainda somos o grande produtor de grandes jogadores, mas, se você quiser ver um jogo de times importantes, tem que ligar televisão --quem tem televisão a cabo-- e ver o campeonato espanhol, o italiano, o inglês, que todos os atletas do mundo estão jogando lá", afirmou.

"Eu, na verdade, não queria falar de futebol, mas como hoje é sábado, não é dia de conversa muito séria, estamos em frente a um hospital, a gente precisa ficar muito tranquilo para não ter um chilique e ser o primeiro a ser internado."

Lula elogiou o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, afirmando que ele pode "passar para a história como o melhor governador" que o Estado já teve.

O presidente também repetiu que uma parte dos recursos obtidos com o petróleo da camada pré-sal será usada para "resolver o problema da pobreza e da educação" no país.

(Texto de Daniela Machado)