23 de Outubro de 2007 / às 03:14 / 10 anos atrás

Ciclista italiano Petacchi vence Paris-Tours

TOURS, (Reuters) - O italiano Alessandro Petacchi venceu a clássica prova ciclística Paris-Tours neste domingo, ajudado pelo homem que o derrotou na chegada quatro anos atrás.

Em 2003, o ás da disparada final e o alemão Erik Zabel, recordista com três títulos, estavam em equipes diferentes e Petacchi saiu derrotado.

Agora correndo juntos pela equipe italiana Milram, os dois uniram forças no trecho final dos 256 km da corrida de um dia para reparar o passado. Compatriota de Petacchi, Francesco Chicchi chegou em segundo e o espanhol Oscar Freire em terceiro.

"Quero agradecer Erik Zabel por ter sacrificado suas chances por mim. É sempre maravilhoso vencer uma corrida quando você é auxiliado por um grande campeão como ele", disse Petacchi, cuja única vitória anterior em um clássico foi na prova Milão-San Remo dois anos atrás.

"De certa maneira estou feliz por Erik ter vencido em 2003 e eu hoje. Naquele ano tive uma grande lição, porque ataquei de muito longe", declarou o italiano, que já venceu 130 disparadas finais em sua carreira.

"Desta vez eu encurtei a disparada. Esperei os últimos 250 metros e fui na hora certa", disse ele.

A vitória, sua 19a na temporada, foi um raio de luz em um ano conturbado.

Petacchi deu positivo em um teste de salbutamol na prova Giro d'Italia, mas foi absolvido pela federação italiana, uma decisão contestada pelo Comitê Olímpico Italiano e a Agência Mundial Anti-Doping (WADA).

O caso será julgado pela Corte de Arbitragem para o Esporte (CAS) em novembro.

"Não tenho nada a dizer sobre isso até o julgamento, mas espero que este caso termine logo", disse o ciclista.

Petacchi também teve sua temporada de 2006 prejudicada por uma lesão no joelho, mas avisou que está de volta a sua melhor forma: "Espero tirar vantagem disso no final desta temporada e no início da próxima".

A temporada ProTour termina com o Tour da Lombardia na semana que vem.

Nos últimos anos os ciclistas não tiveram a oportunidade de fazer uma disparada final em Tours, o que quase voltou a acontecer este ano, quando três fortes competidores, o belga Philippe Gilbert, o italiano Filippo Pozzato e o holandês Karsten Kroon se distanciaram faltando sete quilômetros para a chegada. Os três foram alcançados no quilômetro final.

Vários outros abriram vantagem nas primeiras horas da corrida, mas a única ocasião digna de nota envolveu o francês David Boucher, o belga Serge Pauwels e o italiano Manuel Quinziato, que se isolou na última hora mas perdeu terreno faltando nove quilômetros para o final.

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