Vôlei de praia não é mais para amadores, diz argentino Conde

quinta-feira, 14 de agosto de 2008 02:39 BRT
 

Por Jane Barrett

PEQUIM (Reuters) - O vôlei de praia está mostrando que se tornou um esporte tão sob pressão, tão detalhado e tão "alto" que se tornou impraticável para amadores, de acordo com o veterano Martín Conde, da Argentina.

O campeão mundial de 2001 se retirou em silêncio do vôlei de praia internacional depois que ele e seu parceiro Mariano Baracetti foram eliminados da Olimpíada de Pequim.

"Tive grandes momentos, mas o circuito está ficando cada vez mais difícil", disse Conde, que participa do vôlei de praia olímpico desde que o esporte foi incorporado aos Jogos, em 1996.

"Há mais torneios, mas viagens. Está ficando muito cansativo e muito caro se manter no alto se você é amador. Realmente você precisa estar entre os top 10 para ganhar o suficiente pelo esporte. Ou arranjar um patrocinador."

A premiação do circuito internacional dobrou na última década, mas ainda é apenas de 8 milhões de dólares por ano.

Em muitos países é um esporte "menor", difícil para os atletas conseguirem patrocinadores que paguem suas contas, treinos e torneios.

Conde, 36 anos, sempre sorridente e um dos melhores defensores do circuito, disse que vê suas chances diminuindo com as mudanças do vôlei de praia -- que passou de esporte tático e de resistência para um esporte onde altura e força para as "cravadas" são o mais importante.

Ele e Baracetti foram derrotados pelos norte-americanos Todd Rogers e Phil Dalhausser, de 2m06.

"Nós temos habilidades técnicas, de controle de bola, mas no fim eles são tão altos que não conseguimos jogar."