August 14, 2008 / 8:16 AM / in 9 years

Bernard luta contra decepção para garantir ouro dos 100m livre

4 Min, DE LEITURA

Por Simon Evans

PEQUIM (Reuters) - O nadador francês Alain Bernard completou nesta quinta-feira sua histórica ascensão da obscuridade para o ouro olímpico dos 100 metros livre, mas precisou dominar o nervosismo que o deixou de pernas bambas no bloco de partida na piscina do Cubo D'Água.

Menos de um ano atrás, poucos além dos especialistas em natação haviam ouvido falar de Bernard, que tinha trocado especialidades: de costas e medley, onde não teve sucesso, para livre.

A partir de março, no entanto, Bernard quebrou o recorde mundial dos 100m livre três vezes, a última delas nas semifinais de quarta-feira.

Sua passagem por Pequim corria o risco de ser lembrada pelas razões erradas -- depois de ter perdido para Jason Lezak, na última braçada, o ouro do revezamento 4x100m livre, que ficou para os Estados Unidos.

Na quinta-feira, no entanto, a história foi diferente. Lezak teve de dividir o bronze com o brasileiro César Cielo, 0s46 atrás do tempo de Bernard, que foi de 47s21. O recordista mundial Eamon Sullivan, da Austrália, ficou com a prata.

"Minhas pernas estavam tremendo na largada. Eu estava realmente tenso, mas do mesmo jeito que os outros sete caras", disse Bernard. "Na marca dos 80 metros eu estava inteiro dolorido, mas eu disse a mim mesmo: aguenta, aguenta! E fiz o que meu técnico me disse: "Não entre em pânico!"."

"Mesmo nos últimos cinco metros, eu sabia que ia ser muito apertado e que eu não teria vencido até minha mão bater na parede. Eu já tinha 'ganho' uma prova quando alguém simplesmente bateu a mão antes de mim. E não queria que acontecesse novamente", disse ele.

"Meu primeiro pensamento foi: 'deu! eu venci a final!' É tão difícil de acreditar...", acrescentou Bernard, que é da pequena cidade de Aubagne, no sudeste da França, mais conhecida por ter o quartel-general da Legião Estrangeira.

"Foi muito difícil 'engolir' o resultado do revezamento. Levei para o coração. Eu era o último cara e estava nas minhas costas", acrescentou o francês, depois de dar crédito ao seu técnico Denis Auguin, por ter conseguido virar a página e melhorar seu estado de espírito para a final individual, colocando-o em condições de poder brigar pela vitória.

"Ele merece muito do crédito. Esta vitória foi graças a seu profissionalismo e trabalho duro", disse Bernard.

Nervoso e preocupado que seu corpo não "obedecesse" como deveria, Bernard disse que se sentiu no controle quando caiu na água.

"Não me senti perdido. Eu queria o primeiro lugar, não sabia se iria quebrar o recorde. Só queria ganhar a prova. Que foi ganha nos últimos cinco metros", afirmou.

"Hoje não era questão de ser prata ou recorde mundial. Era de bater a mão primeiro".

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