14 de Agosto de 2008 / às 12:59 / em 9 anos

Judoca Edinanci cogita disputar Londres-2012 aos 35 anos

<p>Edianci Silva durante a luta com Vera Moskalyuk, da R&uacute;ssia, em Pequim. Photo by Kim Kyung-Hoon</p>

Por Marcelo Teixeira

PEQUIM (Reuters) - Em quatro Olimpíadas disputadas, a judoca Edinanci Silva nunca chegou tão perto da sonhada medalha quanto nesta quinta-feira em Pequim. Perdeu a final do bronze para uma sul-coreana, mas não acha que suas chances se esgotaram aqui.

A meio-pesado paraibana, recordista no judô brasileiro em participações em Jogos, havia ficado em sétimo lugar em todas as Olimpíadas anteriores (Atlanta-1996, Sydney-200 e Atenas-2004) e conseguiu a quinta posição nesta quarta, após ser batida por Gyeongmi Jeong em seu último combate.

“O sentimento é de frustração. Não vou falar que fico feliz com o resultado, de forma alguma”, afirmou Edinanci pouco depois da luta, no ginásio da Universidade de Ciência e Tecnologia de Pequim.

“Foi bom ter melhorado na comparação com as outras Olimpíadas, mas fico frustrada de ter chegado tão perto e por um vacilo tático ter deixado escapar, de não ter dado tudo aquilo que eu poderia ter dado”, acrescentou.

Apesar do revés, e dos 31 anos de idade, ela não acha que Pequim tenha sido sua última Olimpíada. Disse que se estiver competitiva e motivada, poderá disputar a seletiva para os Jogos de Londres, em 2012.

“Eu não anulo a possibilidade de poder voltar, e, claro, se a minha categoria não tiver uma dona insuperável. Enquanto estiverem me dando oportunidade de competir de igual para igual, pela seleção, eu vou continuar”, afirmou.

Em Pequim, a judoca perdeu logo a primeira luta, para a espanhola Esther San Miguel, por um wazari, mas foi favorecida pelo fato da adversária ter alcançado as semifinais, o que permitiu que Edinanci disputasse a repescagem.

Ela agarrou a chance e venceu as três lutas, classificando-se para a final do bronze contra a perdedora de uma das semifinais. “Eu fui para luta encarando como se fosse a última da minha vida, mas resolvi abordar uma tática que ela conseguiu neutralizar com sucesso”, disse Edinanci sobre a luta final. A coreana venceu por ippon, aos 2min39s do combate.

“Quem conhece minha história sabe que eu merecia essa medalha, mas tem alguém mais forte lá em cima que achou que eu não merecia”, acrescentou.

O ouro na categoria meio-pesado ficou com a judoca da casa Xiuli Yang, em uma decisão dos juízes após dois empates, no tempo normal e no “golden score”. A prata ficou com a cubana Yalennis Castillo.

O judô brasileiro, que conquistou três bronzes até o momento, terá o último dia de competições na sexta-feira, na categoria dos pesados.

João Gabriel Schlittler, ouro nos Jogos Pan-Americanos e terceiro no Mundial do Rio no ano passado, vai participar do lado masculino. No feminino, o Brasil não terá representante.

Edição de Pedro Fonseca

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