"Chute" de golfinho ajuda a entender sucesso de Phelps

sexta-feira, 15 de agosto de 2008 06:40 BRT
 

Por Ken Wills

PEQUIM (Reuters) - Tomadas feitas debaixo d'água por câmeras especiais estão dando chance a milhões de telespectadores de ter uma visão "de peixe" do que leva Michael Phelps a desempenho tão excepcional no Cubo D'Água, nesta Olimpíada de Pequim.

Enquanto seres humanos são "pobremente desenhados" para se mover rapidamente na água, Phelps tem sua marca emprestada de golfinhos, para movimentos que o impulsionaram na tomada de seis ouros até agora.

"Ele deixa adversários para trás na virada para a última volta, quando vai para baixo e mais fundo que os rivais, usando um "chute" dos golfinhos para lançá-lo com toda força de volta à superfície, à frente dos outros", diz Russell Mark, coordenador de biomecânica da USA Swimming, a federação norte-americana de natação.

"Nadadores amariam ter a eficiência de um peixe", acrescenta Mark, engenheiro aeroespacial e especialista em mecânica de fluídos.

"Mas obviamente não somos desenhados para nadar. Somos criaturas de terra. Não temos a habilidade de mover nossos corpos de forma tão fluída e simétrica que eles têm."

Alguns chegam muito perto, com um punhado de nadadores de alto nível ganhando vantagem significante nas partidas e viradas, onde o momento sob a água pode lhes dar liderança de forma significante.

"Você quer ficar o máximo possível sob a água, onde se consegue ir mais rápido", diz o técnico Jason Calanog, da equipe nacional das Filipinas.

"Mas depois dos 15 metros (se o nadador continua sob a água), você é desclassificado. O Phelps sempre impulsiona isso para até 13, 14 metros."   Continuação...