Países asiáticos mudam planos de revezamento da tocha por tensão

terça-feira, 15 de abril de 2008 12:27 BRT
 

Por Kamran Haider

ISLAMABAD (Reuters) - Paquistão e Índia alteraram seus planos para receber o revezamento da tocha olímpica por preocupações com a segurança e com protestos anti-China na véspera do lançamento da passagem da chama pela Ásia e pela Austrália.

A tocha, que roda o mundo antes dos Jogos Olímpicos de Pequim que começam em agosto, tornou-se um ímã para protestos contra as políticas chinesas, em particular a repressão a manifestações de monges no Tibet no mês passado.

A chama chegará a Islamabad na quarta-feira, na primeira perna do revezamento pela Ásia, enquanto segue seu caminho para Pequim.

A passagem da tocha provocou protestos em San Francisco, Londres e Paris, onde manifestantes tentaram apagar a chama e forçaram os organizadores a esconderem o fogo para protegê-lo dos ataques.

Autoridades do Paquistão, aliado próximo da China, disseram que não esperam protestos no país, mas alteraram o local para a passagem da tocha por razões de segurança.

"Como não há ameaça, mas, obviamente, por causa do envolvimento geral de segurança, nós não queremos dar uma chance", disse o tenente-coronel Baseer Haider, porta-voz da Associação Olímpica do Paquistão.

A entidade olímpica esperava levar a tocha pela principal avenida de Islamabad, em frente ao parlamento, mas o evento agora será realizado dentro de um estádio esportivo.

A Índia também mudou a rota de seu revezamento da tocha na quinta-feira, temendo manifestantes pró-Tibet.

O trajeto final ainda será anunciado, mas a imprensa local disse que a tocha percorrerá menos que um terço do caminho original de 9 quilômetros em uma região com segurança reforçada em Nova Délhi.

"A rota foi reduzida... Estamos nos reunindo agora para decidir todos os planos", disse Randhir Singh, secretário-geral da Associação Olímpica Indiana.