15 de Janeiro de 2008 / às 15:27 / 10 anos atrás

Em ano do adeus, Guga quer despedida olímpica e na França

<p>Guga anuncia despedida das quadras em 2008. O tenista Gustavo Kuerten, ex-n&uacute;mero 1 do mundo, anunciou nesta ter&ccedil;a-feira que vai se aposentar do esporte este ano, depois de disputar alguns torneios ainda a serem confirmados. Foto do Arquivo. Photo by Paulo Whitaker</p>

Por Maurício Savarese

SÃO PAULO (Reuters) - Gustavo Kuerten anunciou nesta terça-feira que vai se despedir das quadras em 2008, após uma provável última participação em Roland Garros, e com a esperança de disputar a terceira Olimpíada de sua carreira.

O ex-número 1 do mundo, maior nome da história do tênis brasileiro, reconheceu, aos 31 anos, que tentou estender ao máximo sua carreira, mas não resistiu às persistentes dores mesmo após duas operações no quadril.

“Sempre quis ter um fim de carreira planejado, já estava amadurecendo a idéia e por isso está sendo mais fácil agora. Tentei ao máximo prorrogar minha participação”, disse Guga a repórteres em entrevista coletiva, nesta terça-feira, na qual anunciou seus planos para a temporada de 2008, sua última.

“(O período de recuperação) não chegou a ser suficiente para eu jogar de igual para igual com os caras... vou ter que conviver com essa dorzinha até o fim da minha vida”, acrescentou o tenista, cuja carreira começou a declinar após uma primeira cirurgia no quadril, em 2002.

Guga aguarda convites para voltar pela última vez ao Aberto da França, onde sagrou-se tricampeão, e também para a Olimpíada de Pequim, além de outras seis competições escolhidas por ele para jogar nesta temporada.

Uma eventual despedida da equipe brasileira na Copa Davis também é considerada e, a médio prazo, Guga acredita que “faz completamente sentido” se tornar capitão da equipe do país na competição.

Guga pretende disputar em 2008 seis torneios, todos no primeiro semestre, que foram escolhidos de acordo com o retrospecto do tenista nessas competições.

Ele já está confirmado no Aberto do Brasil e no Challenger de Santa Catarina, onde jogaria diante da torcida de sua cidade natal, Florianópolis, no mesmo clube onde deu seus primeiros passos no tênis.

<p>Tenista Gustavo Kuerten sorri ap&oacute;s entrevista coletiva em S&atilde;o Paulo. Kuerten anunciou nesta ter&ccedil;a-feira que vai se despedir das quadras em 2008, ap&oacute;s uma prov&aacute;vel &uacute;ltima participa&ccedil;&atilde;o em Roland Garros, e com a esperan&ccedil;a de disputar a terceira Olimp&iacute;ada de sua carreira. Photo by Paulo Whitaker</p>

EMOÇÕES DO PASSADO

Por ser apenas o 679o do ranking mundial, Kuerten ainda depende de convites para os Masters Series de Miami (vice-campeão em 2000), Monte Carlo (bicampeão 1999 e 2001), Roma (campeão em 1999) e Hamburgo (2000), além de Roland Garros, onde despontou ao conquistar o título em 1997 e voltou a ser campeão em 2000 e 2001. Se for a Roma, ele não vai a Hamburgo, e vice-versa.

“São eventos onde eu tive passagens marcantes e que podem me dar emoções que eu gostaria de viver de novo, com a cabeça mais tranquila, e com essa nova motivação da aposentadoria”, disse Guga. “Se isso terminar com o título em Roland Garros, seria um sonho. É meio complicado, mas vamos jogar.”

Para os Jogos Olímpicos de Pequim, Guga concorre a um dos 16 convites que serão distribuídos pela Federação Internacional de Tênis para a Olimpíada, sem relação com o ranking mundial. Ele disputou os Jogos de Sydney-2000 e Atenas-2004.

POSSÍVEL VOLTA

Tomando como exemplo o norte-americano Agassi, que após um início de carreira brilhante deixou o esporte e retornou em seguida consagrando-se como líder do ranking mundial, o brasileiro disse que pode voltar a jogar, mas lembrou que os motivos de sua aposentadoria são diferentes.

“Não descarto voltar, mas não convivo com essa idéia”, respondeu ele quando perguntado sobre um eventual retorno. “A realidade é outra, e (a minha aposentadoria) tem outros motivos”, afirmou o tenista.

Não fosse pelas contusões, Guga acredita que poderia ter estendido sua carreira em alto nível por mais dois ou três anos.

“Sempre tive muitas cartas na manga, e hoje em dia tem pouco disso, o tênis sentiu bastante a minha ausência, ficou uma lacuna”, afirmou. Sobre a Copa Davis, competição que foi uma das marcas registradas da carreira do catarinense, o tenista afirmou que “seria um brindezinho especial” disputar um último confronto com a equipe brasileira.

Guga acrescentou que espera ser capitão um dia da equipe, mas não em curto prazo, porque se dedicará à carreira de empresário e ao instituto de tênis que comanda para jovens jogadores.

Texto de Pedro Fonseca

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