Bote na última braçada garantiu sétimo ouro de Phelps

sábado, 16 de agosto de 2008 04:20 BRT
 

Por Julian Linden

PEQUIM (Reuters) - Uma aposta calculada na braçada final dos 100 metros borboleta derrubou a última barreira de Michael Phelps para igualar o recorde das sete medalhas de ouro em uma única Olimpíada, de Mark Spitz, em 1972.

Phelps e o sérvio Milorad Cavic mostraram muito equilíbrio na prova, até a batida final de mão. Mas ali, em vez de partir para a opção mais segura e se esticar para alcançar a parede, Phelps partiu para mais uma rotação de seus enormes ombros e "deu um bote" -- que lhe valeria, ou não, o ouro.

O norte-americano de 23 anos bateu a mão com 50s58 e venceu por um centésimo de segundo -- a margem mínima possível na cronometragem da natação.

"Quando dei aquele último golpe, pensei que poderia ter me custado a prova", disse Phelps. "Mas foi exatamente o oposto. Se eu tivesse apenas deslizado, seria um 'caminho' muito longo. No fim, tomei a decisão certa."

Ele também disse que não sabia que a Sérvia tinha oficializado um protesto quanto ao resultado, mas depois de ver os replays da prova se mostrou aliviado quando ouviu o veredito.

"Foi quase impossível de ver", ele disse. "Um centésimo é a margem mais ínfima de vitória no esporte. É mesmo muito legal. É tudo que posso falar."

Phelps está cumprindo os termos de sua tarefa monumental em Pequim. Empatou com os sete ouros de Spitz e está posicionado para se tornar a primeira pessoa a ganhar oito medalhas olímpicas de uma vez, se o revezamento medley dos Estados Unidos ganhar, como é esperado, no domingo.

"Estou numa espécie de mundo dos sonhos. De vez em quando tenho de me beliscar para sentir que é verdade. Estou feliz e estou no mundo real!"   Continuação...