17 de Agosto de 2008 / às 02:49 / em 9 anos

Dunga reclama dos voluntários e quer sossego em Pequim

Por Brian Homewood

SHENYANG, China (Reuters) - Dunga, o ténico da seleção brasileira de futebol, continua criticando a comida e a programação de treinos. Mas agora adicionou os voluntários à sua lista.

Famoso por se mostrar irritado, o ex-capitão da equipe brasileira campeã mundial em 1994, ainda vem encontrando poucos motivos para sorrir, apesar do Brasil ter chegado às semifinais. A perspectiva de se instalar na Vila Olímpica para o jogo de terça-feira, contra a Argentina, não agrada muito o técnico brasileiro.

“Primeiro temos de chegar lá para ver como são as coisas”, ele disse, depois da vitória sobre Camarões por 2 a 0, na prorrogação do jogo pelas quartas-de-final no sábado, em Shenyang. “Não haverá problema, se nossos horários de descanso e alimentação forem respeitados.”

“Podemos cuidar de tudo com menos voluntários. Eles são em número muito grande em volta da equipe.”

Voluntários são parte integrante das Olimpíadas, com Pequim recrutando o recorde de 100.000 deles, todos ansiosos para agradar e treinar suas habilidades em idiomas em todas as ocasiões.

Questionado sobre se encontrar com outros atletas, Dunga falou: “Gostaria de encontrar alguns dos brasileiros.”

Ronaldinho Gaúcho, capitão da seleção brasileira -- é um dos três atletas acima de 23 anos que são permitidos na inscrição -, deverá ser verdadeiramente bombardeado com pedidos de autógrafos de outros atletas.

O Brasil, que não tem medalha de ouro olímpica no futebol, viajou para Pequim depois de fazer três de seus quatro jogos da primeira fase em Shenyang, cidade que não chegou a impressionar Dunga.

“Não tivemos tempo para ver muita coisa”, falou a um repórter local, que lhe perguntou que lembranças levaria para casa.

Dunga tentou se segurar nos comentários sobre pessoas estarem assediando sua equipe, tentando ser amigas, mas então repetiu suas reclamações sobre o campo no estádio de Shenyang Olympic.

“Não ajudou. O estádio é fantástico, mas o mais importante é o campo.”

Ele disse não ter se importado por sua equipe ter sido alvo de gozações na partida contra Camarões.

“Temos de jogar contra tudo, para ganhar. Não tem outro jeito”, ele disse. “Se os adversários jogam um futebol aberto contra o Brasil, nós podemos jogar aberto e mostrar um futebol bonito.”

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