17 de Agosto de 2008 / às 15:11 / em 9 anos

"Fico bem feliz que acabou", diz Jade sobre Jogos

<p>A ginasta brasileira Jade Barbosa compete no salto no cavalo, em Pequim, doa 17 de agosto. A ginasta Jade Barbosa se mostrou aliviada com o fim das competi&ccedil;&otilde;es para os brasileiros na Olimp&iacute;ada de Pequim, em que a equipe conseguiu classifica&ccedil;&otilde;es para finais mas n&atilde;o alcan&ccedil;ou o objetivo de conquistar a primeira medalha da modalidade nos Jogos. Photo by Hannibal Hanschke</p>

Por Marcelo Teixeira

PEQUIM (Reuters) - A ginasta Jade Barbosa se mostrou aliviada com o fim das competições para os brasileiros na Olimpíada de Pequim, em que a equipe conseguiu classificações para finais mas não alcançou o objetivo de conquistar a primeira medalha da modalidade nos Jogos.

A ginasta resumiu bem, em uma sentença, o nível de tensão na equipe durante as competições, ao ser questionada sobre como se sentia com o final das provas.

“Nossa, fico bem feliz que acabou, porque eu já estava com o coração explodindo aqui, de nervoso, expectativa, não só minha, de todo mundo. Você sofre não só com você, mas com os outros também”, afirmou.

A principal ginasta brasileira conseguiu uma inédita classificação para a final do salto, mas falhou na execução e ficou em sétimo lugar.

Além dela, também as outras duas disputas de finais neste domingo não foram bem sucedidas. Diego Hypólito caiu no último movimento no solo e ficou em sexto, mesma colocação de Daiane dos Santos, que pisou fora da linha do tablado em duas oportunidades.

Apesar da ansiedade, Jade avaliou como positiva a participação da ginástica, destacando também a primeira final por equipes.

Por sua vez, Daiane confirmou que encerrou em Pequim sua participação em Jogos Olímpicos.

“Acho que eu consegui muita coisa. Fiz parte da etapa em que a gente não tinha nada e também agora que a gente tem muita coisa, médicos, técnicos, fisioterapeutas. Fiquei muito feliz de participar de duas Olimpíadas e acho que quebramos barreiras em cada uma delas.”

Quanto à participação na prova deste domingo, ela afirmou que não teria nota para disputar medalhas, mesmo que não tivesse pisado fora da área do exercício. “Meu objetivo era ir para a final e eu consegui.”

Daiane afirmou que continuará na ginástica pelo menos até o final do ano, para disputar a final da Copa do Mundo em Madri. “Depois disso, eu vou pensar o que vou fazer.”

REESTRUTURAÇÃO

A chefe da equipe de ginástica, Eliane Martins, confirmou que a Confederação Brasileira de Ginástica vai dar uma pausa de seis meses para a seleção permanente após os Jogos e disse que a continuidade ou não do técnico ucraniano Oleg Ostapenko ainda será discutida.

“O contrato dele termina agora. A presidente (da confederação) vai conversar com ele quando voltarmos pro Brasil, para ver quais são os objetivos, ver o que ele pensa sobre o futuro”, afirmou.

Ela disse que a equipe deixará Pequim um pouco frustrada, apesar da evolução na comparação com Atenas.

“Não foi o que a gente desejava. Tínhamos certeza de que sairíamos daqui com uma medalha. Tinha o Diego, a Jade, a Daiane...”.

Mas ela evitou comparações com as potências que dominaram os Jogos, como China e Estados Unidos.

“Os norte-americanos têm pelo menos 200 ginastas do nível das que estavam aqui. E eles precisam tirar seis para os Jogos. Nós temos que tirar seis de nove”, afirmou.

Eliane admitiu que um detalhe que deve continuar sendo trabalhado na equipe é a questão da ansiedade no momento de definição. “Vamos ter que avaliar esse peso da medalha.”

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