Phelps, ovacionado, foi "afogado" em abraços até pelos rivais

domingo, 17 de agosto de 2008 02:24 BRT
 

Por Javier Leira

PEQUIM (Reuters) - Aplausos. O nadador norte-americano Michael Phelps bateu a mão encerrando o nado borboleta do 4x100m medley e ainda faltava o nado livre para o fim da prova, mas o barulho das palmas já enchia o Cubo d'Água.

As provas de domingo haviam começado uma hora antes e as entrevistas coletivas programadas pelos organizadores foram suspensas por conta de Phelps. Centenas de câmeras e de repórteres de todos os meios de comunicação estavam a postos na piscina.

Mesmo os acessos ao local estavam tomados de gente. Ninguém queria perder uma jornada que prometia ser histórica para o olimpismo. E foi mesmo.

Os Estados Unidos, representado por Phelps, Aaron Peirsol, Brendan Hansen e Jason Lezak, se apresentaram para a prova final do programa da natação em Pequim, que passará à história como aquela que confirmou Phelps como o maior esportista da Era Moderna das Olimpíadas.

Com seu oitavo ouro em Pequim, os aplausos se converteram em ovação na batida de mão de Lezak, que fechou o revezamento (com 46s76 para os 100m livre), com ouro e recorde mundial para os Estados Unidos.

Mas todos os olhos estavam em Phelps, que ao lado da piscina aguardava para entrar na história.

Os abraços e cumprimentos afogaram Phelps assim que os Estados Unidos fecharam a prova. Primeiro, seus companheiros, depois os rivais e finalmente até os voluntários.

Com um imenso sorriso, começou a festejar, enquanto nas arquibancadas as pessoas não paravam de tirar fotos -- mas sem sair do lugar à espera da cerimônia de premiação.

Phelps voltou a receber uma esmagadora ovação e outra onda de abraços de seus companheiros e rivais.

Em Munique, o Centro Aquático se converteu em um santuário da natação com a façanha dos sete ouros de Mark Spitz na Olimpíada de 1972, porque ali se abriu um capítulo da história desse esporte. Com certeza, o Cubo d'Água terá o mesmo destino, pois ali se escreveu a última página.