23 de Outubro de 2007 / às 03:43 / 10 anos atrás

Brasil acelera no fim e goleia Equador por 5 x 0 no Maracanã

<p>Ronaldinho comemora ap&oacute;s marcar seu segundo gol contra o Equador, dia 17 de outubro. O Brasil demorou a engrenar mas emplacou a goleada que a torcida esperava em seu retorno ao Maracan&atilde; ap&oacute;s sete anos. Photo by Bruno Domingos</p>

Por Pedro Fonseca

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Brasil demorou a engrenar mas emplacou a goleada que a torcida esperava em seu retorno ao Maracanã após sete anos. A vitória arrasadora de 5 x 0 foi construída nos últimos 14 minutos da partida, após o time ter sido vaiado duas vezes.

Apesar do placar, o Brasil demorou a encontrar o ritmo. Até os 25 minutos do segundo tempo, o placar era de 1 x 0 e a equipe tinha sido vaiada duas vezes. Mas do segundo gol em diante, "olé" foi o que mais se ouviu das arquibancadas.

Vágner Love, Kaká duas vezes, Ronaldinho e Elano marcaram os gols da vitória, que leva o Brasil a quatro pontos em duas partidas nas eliminatórias para a Copa do Mundo.

Love, vaiado ao ter seu nome anunciado na escalação, abriu o marcador aos 18 minutos de jogo, após jogada individual pela direita de Maicon. Depois o Brasil só voltou a marcar aos 26 da segunda etapa, com Ronaldinho Gaúcho.

Kaká, num golaço de fora da área e num frango do goleiro, e Elano, após lance sensacional de Robinho, decretaram a convincente vitória brasileira diante do estádio tomado por 70.000 torcedores. Se Vágner Love tivesse numa noite melhor, o Brasil teria deixado o Maracanã com uma goleada ainda mais larga. A saga dos gols perdidos do atacante começou logo aos 14 minutos, quando ele acertou a trave sozinho na pequena área.

A insatisfação da torcida com o lance e a demorada troca de passes no campo de defesa resultou nas primeiras vaias ao time, ainda aos 15 minutos de bola rolando.

Quando a pressão da arquibancada aumentava, especialmente sobre o apagado Ronaldinho Gaúcho, Vágner Love reacendeu o amor do torcedor ao empurrar a bola para o gol vazio completando avanço de Maicon.

Se não serviu para melhorar a atuação da equipe como um todo, o gol pelo menos apaziguou a torcida, que começou a apoiar o time e passou as vaias para o Equador.

Apesar de os equatorianos praticamente não terem chegado ao gol do Brasil, a seleção do técnico Dunga não conseguiu tomar as rédeas da partida e só criou oportunidades de marcar em jogadas individuais esporádicas.

Em duas delas, Robinho esteve perto de marcar seu primeiro gol no Maracanã, mas não conseguiu emplacar o "mais um" pedido pela torcida.

Primeiro ele arriscou um chute de fora da área que passou perto da trave, e depois, num contra-ataque rapidíssimo iniciado por Kaká, Castillo mandou a escanteio quando Robinho estava pronto para marcar.

A última chance brasileira na etapa inicial saiu dos pés de Ronaldinho, em cobrança de falta da meia esquerda que passou triscando o travessão.

No começo do segundo tempo, o Equador adiantou a equipe com a entrada do atacante Tenório no lugar de Quiroz, o que abriu espaços para as duas equipes avançarem.

Os visitantes tiveram uma boa oportunidade em cobrança de falta de longe. A resposta brasileira foi com Love, mas o camisa nove não conseguiu marcar após jogadas criadas por Robinho e Ronaldinho.

Aos 25 minutos, quando o Equador ameaçava com maior frequência e o Brasil jogava nos contra-ataques, novas vaias da torcida foram o prenúncio do segundo gol brasileiro.

Kaká recebeu na intermediária e bateu de fora da área. Ronaldinho colocou o pé e desviou com leveza a trajetória da bola, mandando no cantinho do goleiro, 2 x 0 e nova festa da torcida.

Seis minutos depois, Kaká mais uma vez apareceu livre com a bola na intermediária. Dessa vez ele chutou por cima, colocado, e a bola entrou no ângulo.

Quando o Maracanã já tinha se transformado uma casa de festas, Robinho chamou dois zagueiros equatorianos para dançar dentro da área e cruzou para o meio. A bola resvalou na zaga e sobrou para Elano, que marcou o quarto, aos 38 minutos.

No minuto seguinte, o Brasil chegou ao quinto gol. Kaká chutou rasteiro de fora da área em cima do goleiro equatoriano que, numa falha incrível, aceitou.

A festa da torcida no primeiro jogo do Brasil no Maracanã desde 2000 só não foi maior por um motivo inusitado: foi proibida a venda de cerveja, o que causou indignação geral.

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