Ativistas rejeitam passagem de tocha olímpica pelo Tibet

terça-feira, 18 de março de 2008 10:02 BRT
 

Por Nick Mulvenney

PEQUIM (Reuters) - Ativistas pró-Tibet enviaram uma carta ao Comitê Olímpico Internacional (COI), nesta terça-feira, solicitando que a região do Himalaia e outras três províncias vizinhas sejam retiradas do percurso do revezamento da tocha olímpica dos Jogos de Pequim.

O premiê chinês, Wen Jiabao, disse mais cedo que os protestos na região tinham como objetivo incitar um boicote à Olimpíada, e reiterou que os Jogos de agosto não deveriam ser politizados.

Protestos anti-China na capital tibetana Lhasa foram marcados por cenas de violência, o que ameaça manchar a preparação da China para os Jogos Olímpicos. O evento é visto pelo país como a chance de mostrar para o mundo os avanços da sociedade chinesa.

O revezamento da tocha olímpica, que começa na próxima segunda-feira quando a chama olímpica será acesa na Grécia, tem duas passagens previstas pelo Tibet.

A Rede Internacional de Apoio ao Tibet disse em comunicado que havia enviado uma carta ao COI solicitando que o revezamento da tocha não passe por Tibet, Sichuan e Gansu, locais onde moram tibetanos.

"A menos que o COI queira que a tocha olímpica se torne um símbolo de derramamento de sangue e opressão, eles devem imediatamente retirar todas as províncias tibetanas do trajeto do revezamento da tocha olímpica", disse um porta-voz dos ativistas no comunicado.

A rota do revezamento da tocha foi realizada pelo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim, antes de receber a aprovação do COI no ano passado.

O premiê chinês Wen Jiabao acusou o exilado líder espiritual do Tibet, Dalai Lama, de orquestrar as manifestações em Lhasa na semana passada, quando dezenas de pessoas foram mortas.

O Dalai Lama e seus aliados negaram repetidamente as acusações. O Dalai Lama também declarou apoio aos Jogos Olímpicos.

(Reportagem de Nick Mulvenney)

 
<p>Bandeira do Tibet &eacute; fotografada diante da bandeira do Comit&ecirc; Olimpico Internacionaio durante protesto em frente &agrave; sede do COI em Lausanne, nesta ter&ccedil;a-feira. Photo by Denis Balibouse</p>