Porsche e Volkswagen desistem da F1 por escândalo de Mosley

sexta-feira, 18 de abril de 2008 11:49 BRT
 

BERLIM (Reuters) - Porsche e Volkswagen desistiram de participar da Fórmula 1, alegando que os altos custos e o escândalo sexual envolvendo o presidente da FIA, Max Mosley, fizeram com que o esporte deixasse de ser atraente para as montadoras.

"300 milhões de euros por ano -- isso é queimar dinheiro", disse à revista alemã Stern o presidente da Volkswagen, Ferdinand Piech, na sexta-feira.

"E depois do caso de Max Mosley com as mulheres, não seria muito agradável se envolver (na Fórmula 1) agora", acrescentou Wolfgand Porsche, da Porsche.

A Porsche está no processo de aquisição da maioria das ações da Volkswagen. Ambas as companhias alemãs foram vistas como participantes potenciais da Fórmula 1 no passado.

Fotos e vídeos publicadas pelo jornal dominical britânico News of the World mostraram recentemente Mosley envolvido num escândalo descrito pelo diário como uma orgia de estilo nazista com prostitutas, o chefe da Federação Internacional de Automobilismo tem sido bastante criticado, principalmente na Alemanha.

As montadoras alemãs Mercedes, que detém 40 por cento da McLaren, e BMW lançaram um comunicado conjunto neste mês, questionando o futuro do inglês de 68 anos na direção do órgão governador da Fórmula 1.

Mosley negou qualquer conotação nazista e abriu processo contra o News of the World por danos ilimitados. Ele tem resistido aos pedidos de renúncia.

O britânico também abriu um processo em Paris, para impedir que o vídeo do News of the World seja acessado pela França via Internet.

Fontes judiciais disseram na sexta-feira que o parecer judicial deve sair no dia 29 de abril, depois que o juiz francês analisar a petição.