Atletas usam jóias da sorte que "ajudam" na conquista de medalha

segunda-feira, 18 de agosto de 2008 02:09 BRT
 

Por Paul Majendie

PEQUIM (Reuters) - A mais jovem atleta desta Olimpíada enrola e desenrola nervosamente o colar com contas verdes, vermelhas e amarelas, cores da África, que usa como talismã.

"É um pouco demais, para mim. Sou pequena", diz Antoniette Guedia, do nado livre de Camarões, ao falar da vida como atleta olímpica com apenas 12 anos e dez meses de idade.

A nadadora australiana Meagen Nay emprestou um par de brincos de sua colega Stephanie Rice, tricampeã olímpica, e se classificou para a final dos 200 metros costas.

"Ela disse 'Você pode usá-los para ter boa sorte'. E obviamente funcionou", disse a animada Nay.

No maior espetáculo esportivo do planeta, atletas podem ser um grupo tão supersticioso que não hesita em usar jóias "de sorte" se sentir que darão uma força a mais.

É comum ver velocistas no bloco de partida beijando correntinhas de ouro antes da explosão da largada.

Howard Bach, um dos atletas da dupla de badminton dos Estados Unidos, tem um grosso brinco de ouro pendurado em sua orelha esquerda. No entanto, sua opção não foi por conta de mais sorte: "Queria parecer bem aqui, porque vou estar na TV", disse. Para os atletas da China, o que poderia haver de melhor para boa sorte do que o mais famoso emblema do país? Zhang Ning, campeã olímpica de badminton, usa brincos de panda.

É intrigante como atletas tentam convencer a si mesmos que uma jóia possa fazer a diferença entre ouro e prata.   Continuação...