November 18, 2007 / 11:31 PM / 10 years ago

Sem brilho, Brasil empata por 1 x 1 com Peru

5 Min, DE LEITURA

<p>Goleiro J&uacute;lio C&eacute;sar tira bola da &aacute;rea do Brasil em meio a jogadores brasileiros e peruanos durante partida das eliminat&oacute;rias da Copa do Mundo de 2010, em Lima, neste domingo. Photo by Pilar Olivares</p>

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Numa tarde em que as estrelas não brilharam, a seleção brasileira ficou devendo uma boa atuação coletiva e ficou no empate por 1 x 1 com o Peru neste domnigo, em Lima, em seu terceiro jogo pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010.

Apesar de Kaká ter colocado o Brasil em vantagem no primeiro tempo com um lindo gol de cobertura, nem ele, nem Robinho, nem Ronaldinho Gaúcho conseguiram organizar o time do técnico Dunga, que passou a maior parte do jogo correndo atrás dos peruanos no estádio Monumental.

Juan Vargas foi o responsável pelo empate do Peru, num chute forte de fora da área que ainda tocou no capitão brasileiro, Lúcio, antes de morrer na rede.

Ronaldinho Gaúcho, que jogou os 90 minutos apesar das preocupações com uma recente lesão no tornozelo esquerdo, esteve apagado durante a partida.

O segundo empate no torneio, após o 0 x 0 com a Colômbia na estréia, deixa o Brasil em terceiro lugar nas eliminatórias, com cinco pontos. A Argentina lidera com nove, e o Paraguai é o segundo, com sete pontos. Na quarta-feira, o Brasil enfrenta o Uruguai no Morumbi, em São Paulo.

A última vitória brasileira fora de casa em eliminatórias da Copa do Mundo aconteceu em 9 de outubro de 2004, contra a Venezuela.

FORÇA PERUANA

A seleção brasileira demorou a encaixar seu jogo coletivo contra o Peru e foram os donos da casa que tiveram maior volume na maior parte do primeiro tempo, especialmente com o trio ofensivo Jefferson Farfán, Paolo Guerrero e Clauido Pizarro.

Mas o controle peruano das ações, com muita precisão e força na marcação, não representou nenhuma oportunidade clara de marcar para o time da casa, que errava no último passe. Os cruzamentos na área e um chute de fora de Juan Vargas levaram perigo ao goleiro brasileiro Júlio César.

Como de costume, o Brasil dependia da habilidade individual de seus jogadores. Em um desses lances, Vágner Love roubou a bola, driblou dois adversário numa jogada de força, e tocou muito próximo à trave do Peru.

Aos 37 minutos, Kaká criou sua primeira boa jogada na partida. O meia-atacante do Milan arrancou pelo meio e serviu Robinho, que acabou chutando sobre o goleiro Penny.

O gol brasileiro saiu dois minutos depois. Kaká recebeu na intermediária e chutou rápido, com efeito, encobrindo o goleiro. O gol foi o terceiro dele nas eliminatórias, apenas um atrás do argentino Juan Román Riquelme.

Penny salvou o Peru de levar o segundo gol no final do primeiro tempo. Kaká tentou de novo por cobertura, após driblar o marcador na entrada da área, mas o goleiro mandou para escanteio com a ponta dos dedos.

O Brasil deu sinais de que poderia tomar a iniciativa na segunda etapa após uma enfiada de Ronaldinho para Vágner Love logo no primeiro minuto, mas o time voltou a assitir a troca de passes do Peru, que mais uma vez dominava o meio-campo.

Com a entrada do veterano Roberto Palacios no lugar de Guerrero, a seleção peruana passou a atacar com mais qualidade e esboçou uma pressão sobre a defesa brasileira. Mas os peruanos tocavam demais a bola e acabavam sem chutar.

Para a sorte do técnico Dunga, Juan estava em uma tarde muito inspirada e cortou grande parte dos lances na área da seleção brasileira. Quando Juan não chegou, o Peru conseguiu empatar.

Juan Vargas chutou rasteiro de fora da área e a bola desviou em Lucio, tirando Júlio César do lance, aos 25 minutos do segundo tempo.

Logo após sofrer o gol, Dunga tirou Robinho de campo para a entrada de Elano com a intenção de fortalecer a marcação do Brasil no meio-campo. Até o último minuto, os dois times praticamente não criaram oportunidade para desempatar, até que Juan acertou uma cabeçada no travessão que poderia ter decidido o jogo.

"É brincadeira", lamentou o zagueiro na saída para o vestiário após o jogo.

Por Pedro Fonseca

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