20 de Agosto de 2008 / às 11:18 / 9 anos atrás

Mais ativistas "pró-Tibete Livre" são detidos em Pequim

Por Ralph Jennings e Lindsay Beck

PEQUIM (Reuters) - Cinco bloggers norte-americanos e um artista também estrangeira foram detidos em Pequim, com o governo intensificando sanções relacionadas a protestos de ativistas pró-Tibete durante a Olimpíada, disseram grupos de direitos humanos na quarta-feira.

“Estudantes pelo Tibete Livre” disse que autoridades detiveram na terça-feira cinco pessoas auto-intituladas “cidadãos-jornalistas”, que estavam em Pequim pedindo a libertação do Tibete. Disseram que o artista-ativista James Powderly também foi detido.

A Olimpíada de Pequim não chegou a ver as manifestações que as autoridades temiam. Vários manifestantes advogando pela independência do Tibete ainda conseguiram furar a segurança, como no caso em que uma faixa com “Tibete Livre” foi pendurada em um poste do lado de fora da sede da TV estatal.

“Em relação a estrangeiros fazendo manifestações em Pequim, em apoio à independência do Tibete, as autoridades competentes têm o direito de dirigi-las de acordo com a lei”, disse o porta-voz do Ministério para Assuntos Estrangeiros, Qin Gang, em uma entrevista coletiva na quarta-feira.

“Também quero enfatizar que na China esse tipo de apoio ao Tibete será fortemente condenado pelo povo chinês e não será bem-vindo.”

O Comitê de Proteção a Jornalistas” disse que a China bloqueou mais de 50 websites com notícias ou apoio a grupos pró-Tibete, incluindo o seu próprio (www.cpj.org), antes dos Jogos começarem, renegando as promessas de liberdade na Internet.

A “Direitos Humanos na China”, baseada em Nova York, disse que 24 manifestantes -- críticos ao Partido Comunista e seus familiares -- foram detidos ou colocados sob vigilância, antes dos Jogos.

Muitos outros foram capturados meses antes, para silenciá-los antes da atenção glogal se voltar para a Olimpíada.

Dong Jiqin, morador de Pequim, disse que sua mulher Ni Yulan foi presa em abril, e que teme pela segurança dela.

Wu Dianyuan, de 79 anos, e Wang Xiuying, de 77, que pediram autorização para protestar foram sentenciadas a um ano de “reeducação através do trabalho”.

Nenhum dos dezenas de pedidos de autorização para manifestações de protesto -- em área designada pelo governo -- foi autorizado.

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