21 de Abril de 2008 / às 13:26 / 9 anos atrás

Parreira deixará seleção da África do Sul por saúde da mulher

Por Mark Gleeson

JOHANESBURGO (Reuters) - Carlos Alberto Parreira deve anunciar sua renúncia como técnico da seleção da África do Sul, disseram autoridades do time neste domingo.

Parreira irá se reunir com o comitê executivo da federação para explicar que ele está sendo forçado a encerrar seu mandato depois de apenas 16 meses por causa de problemas de saúde de sua mulher.

“É uma tragédia que ninguém previu e é muito difícil para todos os envolvidos”, disse um oficial da seleção à Reuters.

O jornal Sunday Times, de Johanesburgo, disse que a esposa de Parreira, Leila, sofre de câncer. A expectativa é que o técnico anuncie sua renúncia em uma coletiva de imprensa na segunda-feira.

Parreira, que conquistou a Copa do Mundo com o Brasil em 1994, deveria preparar a África do Sul para a Copa de 2010, que o país sediará.

Apesar de resultados pouco impressionantes no último ano, a avaliação na África do Sul era que ele estava no caminho certo para o sucesso.

TIME COMPETITIVO

Ansiosa para montar um time competitivo para o torneio, a África do Sul envolveu Parreira em uma verdadeira campanha publicitária em meados de 2006.

Ele assumiu o trabalho formalmente apenas no início de 2007, quando foi nomeado o 14o técnico do país em 15 anos.

Seu salário foi causa imediata de controvérsia, mas o brasileiro lentamente conquistou a cética mídia, experimentando com formações em campo a descobrindo jogadores talentosos.

Em uma entrevista à Reuters em janeiro, Parreira disse achar a tarefa de montar uma seleção forte quase do nada mais recompensadora do que seu trabalho anterior de treinar a seleção brasileira na Copa de 2006.

Autoridades disseram que a África do Sul espera encontrar um novo técnico brasileiro e querem que o assistente de longa data de Parreira, Júlio Leal, permaneça com o time.

A saída de Parreira será outro golpe para a preparação do país para a Copa do Mundo.

Níveis elevados de violência e preocupações com o estouro de orçamentos para a construção de estádios e outras obras de infra-estrutura têm levantado preocupações de que a nação africana não será bem sucedida em sediar os jogos de 2010.

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