China prende mais estrangeiros por protestos pró-Tibete

quarta-feira, 20 de agosto de 2008 23:31 BRT
 

Por Ralph Jenning e Lindsay Beck

PEQUIM (Reuters) - Ao menos oito ativistas norte-americanos e vários outros estrangeiros foram detidos em Pequim à medida que o governo intensifica a repressão aos protestos pró-Tibete no país da Olimpíada, afirmaram grupos de defesa dos direitos humanos na quarta-feira. O grupo Estudantes por um Tibete Livre disse, mais cedo, que autoridades prenderam cinco jornalistas que estavam em Pequim para promover a liberdade no Tibete, na terça-feira. O grupo, baseado em Nova York, disse que o ativista e artista James Powderly também foi preso.

Mais tarde, na quarta-feira, o grupo disse que outros quatro manifestantes, incluindo dois americanos e um britânico, foram detidos depois de abrirem uma bandeira tibetana em frente ao Ninho de Pássaro.

A Olimpíada de Pequim não tem sido assolada pela grande quantidade de protestos que as autoridades temiam. Mas alguns manifestantes advogando pela independência do Tibete encontraram uma brecha, e em um caso abriram uma faixa em ao lado dos escritórios da TV estatal com os dizeres "Tibete Livre".

A China é particularmente sensível às críticas quanto à sua ação no Tibete, região no extremo oeste do país invadida por tropas comunistas em 1950.

"Com relação aos estrangeiros promovendo manifestações em Pequim em apoio à independência do Tibete, as autoridades competentes têm o direito de lidar com essas coisas de acordo com a lei", disse o porta-voz do Ministério do Exterior, Quin Gang, em uma entrevista coletiva, na quarta-feira.

"Gostaria de enfatizar que na China, atividades de apoio à independência do Tibete serão fortemente condenadas pelo povo chinês e não serão bem-vindas.

O Comitê de Proteção aos Jornalistas disse que a China tem bloqueado mais de 50 sites que trazem notícias ou que advogam em favor de grupos pró-Tibete, incluindo o site da própria organização, antes do início dos Jogos.

Um membro da Estudantes por um Tibete Livre disse que o site do grupo nos EUA foi atacado por crackers, com o objetivo de dificultar o uso.

(Reportagem adicional de Gary Crosse, em Nova York)