Vôlei de praia é divertido, mas ainda luta por patrocínios

quinta-feira, 21 de agosto de 2008 01:13 BRT
 

Por Jane Barret

PEQUIM (Reuters) - Sol, areia e maiôs deveriam ter criado uma fila de patrocinadores, ainda mais quando o vôlei de praia passou a figurar como categoria olímpica a partir dos Jogos de Atlanta, em 1996. Mas a realidade é outra. A maioria dos atletas e organizadores do circuito ainda batalha para encontrar um meio de viver do esporte.

Apesar de os patrocinadores terem ajudado a dobrar o valor dos prêmios no Circuito Mundial da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) na última década, o esporte por si só cresceu além desse reconhecimento e há um número muito maior de jogadores precisando de dinheiro para disputar o crescente número de torneios ao redor do mundo.

"Precisamos de mais apoio, ou as pessoas terão que desistir", disse o jogador espanhol e medalhista de prata em 2004, Pablo Herrera.

"Algumas pessoas estão tendo que pular alguns eventos devido ao custo de disputar o Circuito por seis meses. Isso é incrível para um esporte olímpico."

As duplas principais do Circuito da FIVB e do circuito americano estão ganhando um bom dinheiro, mas a distribuição da riqueza tem sido muito desigual.

Nos primeiros sete meses do ano, as duplas mais importantes do mundo, no masculino e no feminino, ganharam em prêmios mais de 200 mil dólares, além de seus patrocínios pessoais.

Virando a tabela de cabeça para baixo, uma dupla por volta da 15a. posição dificilmente vai atrair algum patrocinador e os ganhos são de cerca de 68 mil dólares, 34 mil para cada jogador, tendo ainda pela frente as despesas de viagem, hospedagem, técnico e dúzias de outros custos. Martins Plavins, da Letônia, teve desempenho bem acima do esperado em Pequim, apesar de estar em 21o no ranking. Ele disse que provavelmente vai voltar ao vôlei de quadra para poder fechar as contas.

"Tenho que dar bons 20 por cento de meus ganhos ao meu técnico e não consigo viver com o que me sobra. Sem um patrocinador, você não consegue manter um jogando, quanto mais dois", disse.

Outras duplas, como a das irmãs austríacas Schwaiger, recebem ajuda da família, e as federações nacionais tomam conta de tudo naqueles países determinados a obter um bom resultado, como Geórgia e China.