November 22, 2007 / 10:07 AM / 10 years ago

Torcida veste Morumbi de Brasil em noite de programa família

3 Min, DE LEITURA

Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - Mais casais, mais crianças e mais famílias. Esse era o legado da seleção brasileira nos arredores do Estádio do Morumbi no dia da partida em que o Brasil venceu o Uruguai de virada por 2 x 1 pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010.

O forte esquema de segurança, com um grande número de policiais em volta do estádio, foi um dos fatores que incentivaram torcedores como o engenheiro agrônomo Renato Guimarães, de 42 anos, a levar a "filharada" para acompanhar a atuação de Kaká, Robinho, Ronaldinho e companhia.

Além disso, o preço salgado dos ingressos -- 60 e 80 reais na arquibancada, contra 20 reais no Campeonato Brasileiro --, contribuiu para a presença de um público diferente no Morumbi.

"Tem muito mais mulher, muito mais criança, muito mais família", disse Guimarães ao fazer uma comparação do cenário visto no Morumbi na noite de quarta-feira com o que se costuma ver nos arredores do estádio em dias de clássicos entre times arquirivais de São Paulo.

"Hoje é festa, clima de uma torcida só", disse ele ao lado dos dois filhos.

Outros componentes de uma decisão entre clubes, no entanto, ainda podiam ser vistos nas ruas que cercam o estádio localizado na zona sul paulistana.

Cambistas ofereciam ingresso para a cadeira cativa do estádio a 300 reais, o dobro do preço cobrado na bilheteria. Para a arquibancada, o valor era menor, mas também dobrado: 150 reais.

A prefeitura foi bem-sucedida em retirar as barracas de ambulantes do entorno do Morumbi, mas isto não impedia vendedores de caminharem em volta do estádio oferecendo bonés e gorros da seleção claramente não-oficiais. O preço? Entre 10 e 15 reais.

Com ingresso na mão, o comércio informal não preocupou o gerente de informática Giulliano Florentino, 28, que, abraçado à namorada, comemorou a ausência da rivalidade de torcidas em sua segunda ida a um estádio de futebol.

"Aqui está todo mundo de amarelo ou de azul. Não tem essa coisa de Corinthians, de Palmeiras", comentou. De fato, poucos torcedores com camisas de clubes eram vistos chegando ao estádio.

A Polícia Militar decidiu não vetar a presença de torcedores com camisas de clube, proibiu somente a entrada com roupas que trouxessem referência a torcidas organizadas. Os torcedores, entretanto, atenderam aos apelos da CBF, que pediu que as arquibancadas estivessem tomadas pelas cores da seleção.

Edição de Maria Pia Palermo e Pedro Fonseca

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