Drama na entrega das medalhas rivaliza com vida real

quinta-feira, 21 de agosto de 2008 04:21 BRT
 

Por Andrew Cawthorne

PEQUIM (Reuters) - Eles ganharam a competição, garantiram a medalha. Agora acabou o drama, certo?

Não tão rápido.

Do acesso de raiva às làgrimas, a ação nos pódios olímpicos na China tem oferecido de tudo, mantendo os espectadores nas cerimônias de premiação mesmo depois de longa espera depois cas competições.

No amplo espectro de emoções humanas à mostra, o suéco Ara Abrahamian, da luta greco-romana, deu a maior demonstração de ira nos Jogos até aqui.

Furioso com os árbitros, Abrahamian não escondeu seu descontentamento, saindo do pódio no meio da cerimônia e jogando sua medalha de bronze no meio da área de luta.

O protesto nada cavalheiresco rendeu-lhe uma irônica e ineficaz punição do Comitê Olímpico Internacional (COI), que ordenou que ele entregasse sua indesejada medalha chinesa.

"A cerimônia de premiação é um ritual altamente simbólico. Qualquer ofensa de qualquer atleta, particularmente um medalhista, é por si só um insulto para os outros atletas e para o movimento Olímpico", diz a entidade, censurando o suéco por não se desculpar.

Enquanto as opiniões se dividem quanto ao protesto no pódio, há concordância unânime pelo "colosso triste" Matthias Steiner.   Continuação...

 
<p>O alem&atilde;o Matthias Steiner segura a foto de sua esposa Susann ao receber a medalha de ouro no levatamento de peso. Ela morreu pouco antes dos Jogos, em um acidente de carro, e ele prometeu a conquista em homenagem a esposa em seu leito de morte. Photo by Alvin Chan</p>