21 de Agosto de 2008 / às 07:23 / 9 anos atrás

Drama na entrega das medalhas rivaliza com vida real

<p>O alem&atilde;o Matthias Steiner segura a foto de sua esposa Susann ao receber a medalha de ouro no levatamento de peso. Ela morreu pouco antes dos Jogos, em um acidente de carro, e ele prometeu a conquista em homenagem a esposa em seu leito de morte. Photo by Alvin Chan</p>

Por Andrew Cawthorne

PEQUIM (Reuters) - Eles ganharam a competição, garantiram a medalha. Agora acabou o drama, certo?

Não tão rápido.

Do acesso de raiva às làgrimas, a ação nos pódios olímpicos na China tem oferecido de tudo, mantendo os espectadores nas cerimônias de premiação mesmo depois de longa espera depois cas competições.

No amplo espectro de emoções humanas à mostra, o suéco Ara Abrahamian, da luta greco-romana, deu a maior demonstração de ira nos Jogos até aqui.

Furioso com os árbitros, Abrahamian não escondeu seu descontentamento, saindo do pódio no meio da cerimônia e jogando sua medalha de bronze no meio da área de luta.

O protesto nada cavalheiresco rendeu-lhe uma irônica e ineficaz punição do Comitê Olímpico Internacional (COI), que ordenou que ele entregasse sua indesejada medalha chinesa.

“A cerimônia de premiação é um ritual altamente simbólico. Qualquer ofensa de qualquer atleta, particularmente um medalhista, é por si só um insulto para os outros atletas e para o movimento Olímpico”, diz a entidade, censurando o suéco por não se desculpar.

Enquanto as opiniões se dividem quanto ao protesto no pódio, há concordância unânime pelo “colosso triste” Matthias Steiner.

Depois do alemão superpesado conquistar o ouro, sendo coroado como o homem mais forte do mundo, ele levou todos às lágrimas ao exibir uma foto de sua esposa, que havia morrido pouco antes dos Jogos em um acidente de carro.

Grande como um urso, Steiner, 25, soluçou e beijou a foto.

“A primeira coisa que vou fazer quando voltar para casa será visitar seu túmulo”, disse o levantador de peso, que tinha prometido à mulher agonizante que conquistaria o sonho olímpico em sua homenagem.

ESPíRITO OLíMPICO

Enquanto a luta entre suas nações esquentava, as atiradoras Nino Salukvadze, da Geórgia, e Natalia Paderina, da Rússia, deram uma lição objetiva de unidade internacional quando receberam, respectivamente, as medalhas de prata e bronze.

Elas se abraçaram calorosamente e fizeram um apelo pela paz.

Em outro exemplo de distensão internacional, os amigos sul e norte-coreanos Jin Jong-oh e Kim Jong-su apertaram as mãos duas vezes no pódio quando recebiam as medalhas em duas modalidades de tiro.

Mas as boas vibrações desapareceram quando Kim, do norte da dividida península, testou positivo para uma substância proibida e perdeu a medalha.

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