Meninas do futebol vão para casa sob o peso da prata

quinta-feira, 21 de agosto de 2008 16:49 BRT
 

Por Marcelo Teixeira

PEQUIM (Reuters) - Poucas demonstrações de insatisfação com a derrota foram tão doloridas como as das meninas do futebol feminino após o jogo com os Estados Unidos na final da Olimpíada de Pequim nesta sexta-feira (horário local), que rendeu uma medalha de prata que muitas não quiseram nem olhar.

Pela terceira vez seguida o time chegou a uma final de um evento de elite no esporte, talvez agora com amplo favoritismo, e pela terceira ocasião ficou no quase.

"Ninguém gosta de perder sempre. Eu não aguento mais", disse a atacante Cristiane, antes de deixar chorando a área de entrevistas na saída do Estádio dos Trabalhadores, em Pequim.

"O sentimento é de tristeza. Sabíamos que tínhamos condições de levar o ouro e deixamos escapar mais uma vez", afirmou a meia Francielle.

O Brasil teve o comando de boa parte do jogo, mas foi o futebol pragmático e defensivo dos EUA que prevaleceu, com um gol aos 6 minutos da prorrogação marcado por Carli Lloyd.

"A gente fez tudo o que tinha que fazer, mas a bola não entrou", disse a lateral Simone.

"A gente jogou em cima do time deles o tempo todo. Mas eles tiveram uma chance e mataram o jogo", acrescentou a volante Renata Costa.

Marta, eleita pela Fifa a melhor jogadora do mundo por dois anos consecutivos, não quis conversar com os jornalistas. Afirmou, enquanto falava ao telefone celular, que sua mãe estava passando mal.   Continuação...

 
<p>Meninas do futebol v&atilde;o para casa sob o peso da prata. Poucas demonstra&ccedil;&otilde;es de insatisfa&ccedil;&atilde;o com a derrota foram t&atilde;o doloridas como as das meninas do futebol feminino ap&oacute;s o jogo com os Estados Unidos na final da Olimp&iacute;ada de Pequim, que rendeu uma medalha de prata que muitas n&atilde;o quiseram nem olhar. 21 de agosto. Photo by Shaun Best</p>