22 de Agosto de 2008 / às 13:17 / 9 anos atrás

Maurren Maggi leva 2o ouro do Brasil na Olimpíada por 1 cm

<p>Maurren Higa Maggi salta para conquistar a medalha de ouro do salto em dist&acirc;ncia dos Jogos de Pequim, nesta sexta-feira, no est&aacute;dio Ninho de P&aacute;ssaro. Photo by Kai Pfaffenbach</p>

PEQUIM (Reuters) - Maurren Maggi fez sua melhor marca do ano no salto em distância, 7,04 metros, para conquistar a segunda medalha de ouro do Brasil nos Jogos Olímpicos de Pequim, nesta sexta-feira.

É a primeira medalha olímpica de ouro conquistada por uma mulher brasileira em esportes individuais. Com a medalha, o país sobe do 32o ao 25o lugar no quadro de medalhas em Pequim.

Após a vitória, Maurren deu a ‘volta olímpica’ no Estádio Ninho de Pássaro com uma grande bandeira brasileira e uma bandeirinha da China nas mãos.

A prata ficou com a russa Tatyana Lebedeva, campeã em Atenas-2004 e atual campeã mundial, que fez 7,03 metros em seu último salto. Maurren fez o salto vencedor logo em sua primeira tentativa, queimou os três saltos seguintes e fez 6,73m no quinto salto.

A nigeriana Blessing Okagbare conseguiu o bronze, com a marca de 6,91m.

Maurren ficou em segundo lugar na eliminatória da Olimpíada, com a marca de 6,79 metros, só atrás da norte-americana Reese Brittney, que saltou 6,87 metros.

Mas a brasileira entrou na final da competição com a melhor marca do ano, 6,99m, já que a portuguesa Naide Gomes, detentora da melhor marca da temporada, de 7,12m, acabou fora da decisão.

A conquista significa uma volta por cima para a brasileira. Em 2003, Maurren foi flagrada em exame antidoping para uma substância que, segundo ela, seria proveniente de um creme cicatrizante usado após depilação a laser.

Ela voltou a treinar em janeiro de 2006 e no ano passado foi campeã dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, com 6,84 metros. A melhor marca dela na carreira foi alcançada em 1999, 7,26m.

A outra brasileira na prova, Keila Costa, ficou em 11o lugar, após queimar os dois primeiros saltos e conseguir apenas 6,43m no terceiro.

Texto de Tatiana Ramil; Edição de Pedro Fonseca

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