Organizador do Copa de 2010 condena violência na África do Sul

sexta-feira, 23 de maio de 2008 12:37 BRT
 

Por Nick Mulvenney

PEQUIM (Reuters) - O chefe da organização da Copa de 2010, Danny Jordaan, condenou nesta sexta-feira a violência anti-imigração na África do Sul, mas disse que essa onda deve passar antes do início da competição.

Ao menos 42 pessoas foram mortas e mais de 25 mil tiradas de suas casas em 12 dias de ataques de grupos que acusam migrantes africanos de tirarem empregos e alimentarem o crime.

"A África tem sido, com bastante frequência, um continente de divisão, guerras e humilhação. E certamente nós condenamos qualquer situação que continue impondo humilhação para o povo africano, sofrimento, guerra e doença", disse Jordaan durante a conferência International Football Arena.

Ele ainda afirmou que a África espera um aumento no turismo de 7,4 milhões no último ano para 10 milhões de turistas na Copa de 2010, que pode ser um dos principais legados do Mundial e que até lá a violência não será um problema.

"Isto é algo que vai passar... Os sul-africanos não são xenófobos", acrescentou.

Jordaan reiterou sua estimativa de que todos os estádios estarão prontos dentro do prazo para a Copa, apesar de considerar que a entrega do novo estádio em Port Elizabeth para a Copa das Confederações em julho do ano que vem é "um desafio".