ESPECIAL-Atletas voltam para casa radiantes e em lágrimas

sábado, 23 de agosto de 2008 03:28 BRT
 

Por Belinda Goldsmith

PEQUIM (Reuters) - Está quase acabando. Após anos de preparação, os atletas estão deixando a Olimpíada de Pequim para voltar para casa e retomar seus empregos, estudos, treinamentos. Alguns vão se dar bem financeiramente com a nova fama, mas muitos terão problemas.

A realidade pode estar muito longe da espetacular cerimônia de abertura de 8 de agosto, quando 10.500 atletas foram saudados como a elite do esporte mundial. Pode estar muito distante das competições em fantásticas instalações.

A decepção, as crises de identidade e os distúrbios alimentares pós-Olimpíada são comuns, de acordo com psicólogos esportivos, que têm uma importância cada vez maior na preparação e também após os Jogos.

Danielle de Bruijn, 30, cujos sete gols garantiram uma medalha de ouro para a equipe de pólo aquática holandesa, afirmou que voltar para casa pode ser difícil, especialmente para atletas que não foram tão bem como esperado e estão se aposentando.

"Ficamos em quarto em Sydney-2000 e 11 das 13 jogadores se aposentaram após os Jogos e entraram em um buraco negro", disse Bruijn à Reuters.

"Vou me aposentar após Pequim e tenho o ouro, então consegui o que queria. Vou tirar umas férias e trabalhar como administradora financeira. Ficarei ocupada, e acho que ficarei bem".

Ela disse que os responsáveis pela delegação holandesa, assim como muitos outros comitês olímpicos nacionais, garantiu a disponibilidade do acompanhamento psicológico para os atletas se eles tiverem problemas com uma decepção.

Como muitos atletas, Bruijn deixou o trabalho 18 meses antes de Pequim para se concentrar nos treinamentos, mas ela já tinha um plano armado para depois, diferente do medalhista de ouro alemão no triatlo, Jan Frodeno.   Continuação...