23 de Agosto de 2008 / às 09:03 / 9 anos atrás

Joaquim Cruz espera que próximo ouro não demore tanto

<p>Maurren Higa Maggi vibra no p&oacute;dio com a medalha de ouro conquistada no salto em dist&acirc;ncia dos Jogos de Pequim, nas sexta-feira. Photo by Mike Blake</p>

Por Marcelo Teixeira

PEQUIM (Reuters) - O ex-meio fundista brasileiro Joaquim Cruz afirmou neste sábado estar contente com o resultado alcançado por Maurren Maggi e sua equipe técnica e disse esperar que o próximo ouro do atletismo não demore tanto para vir.

Maurren, com seu título no salto em distância na sexta-feira, encerrou um jejum de 24 anos do atletismo brasileiro em ouros em Jogos Olímpicos, que durava desde a vitória de Joaquim Cruz nos 800 metros da Olimpíada de Los Angeles, em 1984.

Cruz ainda levou a prata na mesma prova na Olimpíada seguinte, a de Seul, em 1988, além de dois ouros nos Pan-Americanos de Indianápolis (1987) e Mar del Plata (1995).

“Estou feliz pelo resultado da Maurren e dos treinadores dela, o Nélio e a Tânia”, afirmou Joaquim Cruz à Reuters em um e-mail, enviado enquanto esperava uma conexão em Taipé (Taiwan) de um vôo com destino a Okinawa, no Japão.

“Espero que não tenhamos que esperar mais tanto tempo para chegar outra medalha dourada”, acrescentou o ex-atleta, que hoje é técnico de atletismo nos Estados Unidos, onde está radicado.

Além dele e de Maurren, apenas Adhemar Ferreira da Silva levou ouro no atletismo, esse último por duas vezes, em Helsinque (1952) e em Melbourne (1956), com o salto triplo.

Joaquim Cruz estudou e treinou na Universidade de Oregon, nos EUA, e foi o único brasileiro a vencer finais do forte campeonato universitário norte-americano (NCAA) nos 800 e nos 1500 metros.

Ele foi o porta-bandeira brasileiro na Olimpíada de Atlanta, em 1996.

Joaquim Cruz também comentou brevemente o fato de a brasileira ter conquistado o primeiro ouro individual feminino da história.

Dias antes, a judoca Ketleyn Quadros havia levado a primeira medalha individual feminina da história, com o bronze na categoria leve.

“O resultado da Maurren mostra que é a vez da mulher brasileira mostrar o seu verdadeiro potencial”, afirmou.

Edição de Tatiana Ramil

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