Depois dos Jogos, China volta seu foco para a economia

domingo, 24 de agosto de 2008 02:15 BRT
 

Por Benjamin Kang Lim

PEQUIM (Reuters) - Os líderes chineses vão respirar aliviados quando a Olimpíada de Pequim terminar, podendo voltar sua atenção de volta para a economia, ávido para impedir uma desaceleração ou possível agitação.

Estabilidade segue sendo a palavra-chave do desenvolvimento no 60o aniversário da República Popular da China, no próximo ano. Reformas políticas que possam acabar com o monopólio do Partido Comunista no poder nem são consideradas.

"A Olimpíada demonstrou o sucesso do atual sistema e a determinação do Partido Comunista de não implementar reformas políticas. Não há razão para mudar", disse um comentarista político chinês que pediu para não ser identificado.

O presidente Hu Jintao promete sustentar o rápido crescimento, enquanto a economia global enfraquece e a China luta com vários problemas, incluindo pressões inflacionárias, desigualdade de renda, corrupção, falta de energia elétrica e poluição.

Alguns críticos têm comparado os Jogos de Pequim com a Olimpíada de Berlim, de 1936, prevendo que a nação mais populosa do mundo poderia se tornar um problema maior do que a Alemanha nazista. Os otimistas esperam que a China siga o exemplo da Coréia do Sul, sede dos Jogos de 1988, e se democratize.

Nenhum dos cenários parece provável.

A China tem procurado assegurar ao Ocidente que seu crescimento não vai se tornar um problema global e que não vai buscar a hegemonia na região. Os críticos não estão convencidos.

Mas Hu carece das credenciais revolucionárias de Mao Tsé-Tung, fundador do comunismo na China.   Continuação...